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Atraso em segunda dose não descarta eficácia da primeira

por Eduardo Cover Godinho

Mesmo com demora na aplicação de segunda dose da Coronavac, Ministério da Saúde diz que esquema vacinal deve ser completo assim que possível

A vacinação contra a Covid-19 é muito esperada por todos. Ela que parece ser a esperança de uma volta à normalidade, acontece em todo o mundo. No Brasil, apesar de seguir em um processo relativamente lento, a campanha de vacinação está avançando e, neste momento, a aplicação já ocorre em todos os cidadãos acima de 18 anos com comorbidades.

O Rio Grande do Sul é um dos estados do país que mais está vacinando. Uma parcela de quase 25% da população já recebeu a primeira dose do imunizante. Entretanto, assim como as demais localidades do Brasil, enfrenta o atraso no recebimento de doses da vacina Coronavac, do Butantan.

O Instituto Butantan depende do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), proveniente do laboratório chinês Sinovac Biotech e, este, está com as entregas atrasadas no Brasil. Diante desse cenário, a produção da Coronavac foi prejudicada e o processo de vacinação atrasado. Milhares de pessoas por todo o país receberam a primeira dose, de acordo com Plano Nacional de Vacinação, porém com a falta do imunizante, não estão recebendo a segunda dose no período indicado pelo laboratório, que é de 14 a 28 dias.

O Ministério da Saúde informou a importância de se completar o chamado “esquema vacinal”, com as duas doses, e reiterou que nenhuma dose é perdida, mesmo que atrasada. Portanto, a recomendação é que assim que tiverem doses disponíveis, as mesmas sejam aplicadas o mais breve possível.

A enfermeira Regina Fin, da Secretaria Municipal de Saúde - Setor de Imunizações, de Guaporé, explica sobre a eficácia do imunizante:

“O esquema vacinal completo é recomendado para a eficácia e resposta imune esperada para a prevenção da Covid-19 nas formas mais graves, moderadas e leves. Nenhum estudo, até o momento, desabona a eficácia ou não da dose aplicada com atraso. O importante é receber a dose independente do tempo. Aguardamos posicionamento técnico científico através de normativas sobre causas e efeitos da vacinação com esquema atrasado, se será ou não necessária uma terceira dose”, disse.

Regina Fin também destaca outro aspecto importante, o esquema vacinal deve ser de duas doses do mesmo laboratório, pois não existe intercambialidade entre vacinas contra a Covid-19: “se a pessoa eventualmente recebeu a primeira dose de um laboratório e a segunda de outro, em um tempo maior que 14 dias não poderá completar esse processo com nenhuma das duas doses, ficando com seu esquema vacinal comprometido”.

A Sociedade Brasileira de Imunizações emitiu nota recente destacando que o que as vacinas ensinam ao longo da história de utilização é que nenhuma dose é perdida, o esquema começado só deverá ser completado, jamais reiniciado.

“Uma dose só não é suficiente para garantir a imunização, duas doses são necessárias para todas as vacinas aplicadas no Brasil. Então não se trata de uma dose de reforço, a segunda dose não é um reforço de uma proteção conferida pela primeira dose, é uma segunda dose que completa o esquema de duas doses. Jamais considere-se protegido após uma única dose, seja da Astrazeneca, da Pfizer ou da Coronavac”, explica a instituição.

Em Guaporé, a vacinação tem avançado para novos grupos prioritários com o imunizante da Astrazeneca e, assim que chegarem imunizantes Coronavac Butantan, aqueles que aguardam o recebimento da segunda dose serão informados pelos canais do município e imprensa local sobre data e horário de aplicação. Mesmo que com alguns dias de atraso, a população deve receber a segunda dose assim que possível para completar o seu esquema vacinal.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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