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Médico veterinário alerta para aumento de casos de tuberculose bovina

por Letícia Brignol

Doença pode contaminar animais e humanos, Renan Lazzaretti fala sobre a importância da prevenção

Foto: Divulgação

As zoonoses são doenças que podem ser transmitidas entre animais e pessoas, podendo ter diversas causas: bactérias, fungos, vírus ou parasitas. A tuberculose bovina, por exemplo, causada por Mycobacterium bovis, acomete principalmente bovinos e bubalinos, mas também pode atingir outras espécies de animais domésticos e silvestres, além de humanos.

Essa, assim como outras zoonoses pode causar prejuízos à economia, pois afeta diretamente a produtividade dos animais com queda na capacidade produtiva de leite e carne, descarte de animais doentes precocemente, baixa exportação de carne, etc. Para além dos abalos econômicos também impacta diretamente na Saúde Pública.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, a taxa de mortes por tuberculose teve um aumento, isso acontece pela primeira vez na década. Durante o ano de 2020 cerca de 1,5 milhão de pessoas morreram de tuberculose. O médico veterinário e mestrando em Bioexperimentação Renan Lazzaretti, explica que a estimativa é que o Mycobacterium bovis é responsável por um percentual 5 a 10% dos casos da doença em humanos.

Um bovino infectado pode transmitir a bactéria através de gotículas na respiração, secreções corporais e excreções. O contágio humano pode acontecer através do manejo desses animais, bem como, o consumo de leite e seus derivados que possam estar contaminados. Se a contaminação acontecer via sistema respiratório, através da inalação de aerossóis, a doença desenvolve a forma pulmonar e causa graves problemas respiratórios.

A tuberculose bovina é caracterizada como uma doença crônica, mas pode se apresentar também de forma aguda. Nos animais ela causa nódulos, afetando diversos órgãos, como pulmões, fígado e intestino. Os principais sintomas nos bovinos são: emagrecimento acentuado, queda na produção de leite e tosse. A identificação da doença acontece por meio de testes alérgicos de tuberculinização. O tratamento não é recomendado visto que os métodos utilizados não se mostram eficazes.

Em humanos, os sintomas são febre, sudorese, emagrecimento, cansaço/fadiga, tosse por mais de três semanas, dor ao respirar ou tossir, dentre outros. O tratamento é feito com o uso de antibióticos específicos. Caso não seja tratada adequadamente pode se tornar crônica e evoluir para uma piora clínica.

Para evitar a disseminação da doença às pessoas “é fundamental evitar o contato direto ou indireto com os animais infectados e priorizar o consumo de leite, quejios, manteigas e iogurtes produzidos a partir do processo de pasteurização. Também é importante evitar o consumo de carnes cruas”, explica Lazzaretti.

Renan reitera a importância do consumo somente de produtos de origem animal que tenham sido inspecionados por médicos veterinários. “A educação sanitária é fundamental no combate e prevenção das doenças”, conclui.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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