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Hospital de Guaporé: Diretor Técnico denuncia “pacientes” que buscam medicação restrita no pronto atendimento

por Eduardo Cover Godinho

Dr. Tiago Jacobi afirmou que algumas pessoas estão viciadas em drogas médicas como dolantina e morfina. Medidas judiciais e policiais foram tomadas pela instituição

Segurança no pronto-atendimento foi reforçada para evitar baderna de falsos pacientes

Sensações de alívio, elevamento e bem-estar. Além é claro, do “término” das dores por alguns momentos. Assim sentem-se as pessoas submetidas ao tratamento com dolantina e morfina, drogas médicas pesadas utilizadas em casos extremos de dor. Os fármacos, aplicados por médicos em pacientes com dor crônica e aguda, ambas intensas, em geral ligadas à doenças graves, como câncer, ou fraturas, têm sido buscados por pessoas normais, que não apresentam nenhum sintoma, no pronto-atendimento do Hospital Manoel Francisco Guerreiro em Guaporé. Alguns casos específicos, de pessoas que fingem apresentar quadros clínicos de dores incessantes, foram verificados pela direção da instituição de saúde.

Os “ditos” pacientes, segundo o diretor técnico, Dr. Tiago Vieira Jacobi – que expos a situação em página pessoal na rede social Facebook, estão viciados nas drogas médicas (dolantina e morfina) e para conseguir a medicação acabam colocando em risco a vida dos profissionais da segurança, enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos e verdadeiros pacientes que estão no Hospital. São poucos, mas preocupantes, os casos presenciados.

“Em grandes cidades, a prática da busca por drogas médicas é rotineira. Graças a Deus são casos específicos que presenciamos no Hospital em Guaporé. Uma ‘paciente’, na sala de espera do atendimento em dia de casos complexos para a equipe médica, estava extremamente agitada e dizia sentir dor crônica. Mas, como todos conheciam seu histórico, inclusive eu que já havia atendido ela, acabou passando pela triagem e recebendo a indicação de cor azul (sinais vitais normais). Essa paciente, pós atendimento, usou a rede social para denegrir a imagem do Hospital, mas foi infeliz. A ‘dor’ que ela sentia era subjetiva. O corpo não tinha nenhuma alteração clínica. Lamentavelmente situações desta natureza deixam a equipe, que desdobra-se para bem atender a todos, entristecida”, disse o diretor técnico.

Dr. Tiago afirma que a unidade hospitalar tomou medidas judiciais e policiais para resolver esse e outros casos verificados no pronto-atendimento. O médico destaca que a situação caracteriza-se como falta de respeito com os verdadeiros pacientes. Perguntado se há consentimento de funcionários do Hospital de Guaporé, Dr. Tiago respondeu:

“Não. Fizemos uma investigação e não houve constatação de consentimento de técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos, e demais funcionários. O que acontece: é um ato médico distribuir e receitar medicamentos. Então, às vezes, temos médicos plantonistas que não moram na cidade e não conhecem os pacientes, que na sua grande maioria são os mesmos. Muitos chegam no pronto-atendimento exigindo o ‘tal’ medicamento. Isso é um absurdo. Todo viciado apresenta histórias mirabolantes de dores e doenças, buscando sempre ludibriar os profissionais”.

O diretor técnico afirmou ainda que os falsos pacientes buscam atendimento sempre quando há novos plantonistas ou profissionais médicos que não estão com frequência no Hospital.

“Não é fácil lidar com essas pessoas viciadas em drogas médicas pesadas. Mas toda a equipe está ciente de quem são esses ‘pacientes’ e tem tomado diversas precauções”.

Entre as medidas adotadas, além de reuniões envolvendo diretores de unidades hospitalares de toda a região, estão a instalação de câmeras de vigilância, reforço na segurança do pronto-atendimento e conversas periódicas com a equipe médica.

“Quem souber de viciados em drogas médicas que transitam pelo Hospital de Guaporé, atrapalhando os atendimentos, pedimos para que denunciem às autoridades. Isso precisa parar! Contamos com o bom senso e apoio das pessoas de bem”, salienta o Dr. Tiago.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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