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Dengue: Vigilância Ambiental localiza focos do mosquito transmissor da doença

por Eduardo Cover Godinho

Município está em situação complicada, afirma Zulmar Roman Ros, da Vigilância Ambiental. Mosquitos foram encontrados em bromélias

Foto: Divulgação

O município de Guaporé ainda não contabiliza casos confirmados de dengue, mas o alerta para evitar uma epidemia da doença foi lançado pela Vigilância Ambiental, setor da Secretaria Municipal da Saúde. Foram encontrados três focos do Aedes Aegypti (mosquito transmissor) na zona urbana, bairros Nossa Senhora do Carmo (Pinheirinho) e Planalto. As larvas e os mosquitos, segundo Zulmar Roman Ros, estavam em lugares pouco comuns e que dificilmente as pessoas os encontrariam. Foram localizados nas bromélias, plantas ornamentais e de exuberante beleza.

Zulmar salienta que a situação de Guaporé é complicada, pois, vários focos do mosquito transmissor da dengue foram encontrados e a tendência é que haja um aumento se não houver conscientização.

“A situação de Guaporé não é cômoda, mas não é motivo para pânico ou alarde. Encontramos três focos em bromélias em residências. Em um dos casos a moradora informou que havia muito pernilongo e nós constatamos, ao verificar a planta, que entre eles estava o mosquito transmissor da dengue. Por isso, solicitamos atenção redobrada para quem cultiva essa planta”.

Para conter ou evitar a reprodução do Aedes aegypti é importante que a população também faça a sua parte. Todo o tipo de recipiente que possa acumular água não pode ficar exposto à ação do tempo.

“O mosquito deposita suas larvas em pequenos pontos com água. Deixar os recipientes, que porventura estiverem expostos, livres de água, é de extrema importância para que não tenhamos a incidência das larvas. A colaboração de todos é fundamental. Recebemos diversas denúncias e a maioria são de pátios e terrenos particulares com potencial para ser criador do mosquito. Pedimos o envolvimento de todos para que não tenhamos uma infestação maior do inseto, o que poderia acarretar em problemas futuros. Se eliminarmos os reservatórios de água, nós estamos eliminando o aedes”.

Em Guaporé, segundo Zulmar, haviam 43 armadilhas espalhadas em pontos estratégicos para a monitoração dos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus. Porém, sob orientação da Secretaria Estadual da Saúde, através de norma da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), as armadilhas tiveram que ser retiradas.

“Quando o município é infestado a Funasa obriga a retirada das armadilhas. Só temos o controle em três pontos, todos eles de grande movimentação de pessoas. Efetuávamos a verificação nas 43 armadilhas semanalmente, mas tivemos que removê-las. Acredito ser um erro, mas a ordem é superior e nós cumprimos”, disse.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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