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Em um ano, Hospital Manoel Francisco Guerreiro registrou 340 internações de pacientes com Covid-19

por Eduardo Cover Godinho

Com 127 internações (37,35%), mês de março de 2021 foi o de maior demanda no atendimento pelos profissionais da Casa de Saúde

Há pouco mais de um ano a pandemia do coronavírus (Covid-19) alterou significativamente a forma de como a população mundial vive. Isolamento, utilização constante de máscara, higienização das mãos e ambientes com álcool em gel ou líquido (70%), entre outras medidas sanitárias para o enfrentamento da doença, passaram a ser rotina no dia a dia de cada cidadão. O crescente número de atendimentos pressionou a rede pública de saúde e esta, de forma jamais vista na história, reinventou-se e, principalmente adaptou-se à nova realidade para que vidas fossem salvas pelo vírus letal.

Em Guaporé, a Administração Municipal, através da Secretaria de Saúde, ao lado da diretoria e profissionais do Hospital Manoel Francisco Guerreiro, procura de todas as formas prestar atendimento aos munícipes para conter a proliferação da doença. A unidade hospitalar, referência para outros dois municípios (Vista Alegre do Prata e União da Serra), obrigou-se, com o avanço dos casos, a elaborar um plano, capacitar os profissionais e adaptou uma ala específica para internações de pessoas infectadas pela Covid-19 e que, no transcorrer dos dias, apresentaram complicações no quadro clínico.

Com agilidade nas ações e conscientização das comunidades quanto à necessidade de atender às regras sanitárias, o primeiro paciente positivado com entrada para internação foi um morador de Vista Alegre do Prata, de 53 anos, no final do mês de abril de 2020. De lá para cá, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais colaboradores do Hospital de Guaporé enfrentaram a doença que, por muitos momentos, preocupou pela quantidade de internados, trouxe felicidade com a alta de pacientes em casos complexos e, infelizmente, entristeceu com a morte. Foram 340 pacientes internados em um ano.

“Tivemos um primeiro momento relativamente calmo no atendimento de pacientes infectados com o vírus em 2020. Conseguimos reestruturar as instalações do hospital para dar conta da demanda da população e, no final do ano – especialmente entre os dias 11 e 22 de dezembro, registramos um grande aumento de casos. Passado o período, o número baixou nos meses de janeiro e fevereiro, porém, em março ocorreu mais uma onda de internações preocupante”, disse o diretor técnico do Hospital de Guaporé, Dr. Cristhian Karpinski.

Atuando na linha de frente no enfrentamento à Covid-19, o médico aponta uma série de fatores para a “explosão” nos casos de internação no mês de março. Foram 127 pacientes atendidos em 31 dias.

“Tivemos 12 transferências para hospitais com vagas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e dez pacientes ficaram em ventilação mecânica nos leitos adaptados para a Covid-19. Um deles permaneceu por 14 dias intubado. Foram momentos difíceis e de muita entrega dos profissionais da saúde, mas também comemoramos a alta de muitos que lutaram com braveza para vencer a doença”, salientou.

Dr. Cristhian Karpinski destacou que todos os profissionais de saúde tiveram que reinventar o diálogo com os pacientes, familiares e, o cuidar vem se tornando cada vez mais humanizado.

“Além de remédios, leitos e ventiladores mecânicos, a pandemia afetou o psicológico de todos, em especial pelo distanciamento e o impedimento das famílias em acompanhar a trajetória dos pacientes dentro do hospital. Nos readaptamos e houve uma aproximação, com mais afeto e carinho, por cada um dos pacientes. Criou-se laços fraternos que nós, como profissionais, levaremos para a vida”.

O município registra, após um ano e um mês de enfrentamento à Covid-19, mais de 3,3 mil casos positivados, sendo deste total, 3,2 mil recuperados. 50 pessoas perderam a vida em decorrência das complicações provocadas pelo vírus. Deste total, 19 foram durante atendimento no Hospital Manoel Francisco Guerreiro.

“Todo mundo sofre com as perdas, inclusive a equipe médica e de saúde em geral. Mas, não estamos medindo esforços para vencer a batalha”, afirmou o diretor técnico Dr. Cristhian Karpinski que, em meio aos atendimentos médicos no Hospital de Guaporé, viu sua mãe perder a luta contra a doença no mês de outubro de 2020.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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