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Médica guaporense participa da Missão Xavante no Mato Grosso

por Eduardo Cover Godinho

Dra. Rafaela Mafaciolli, infectologista do Hospital Militar de Porto Alegre e recém-chegada às fileiras do Exército, atua pela primeira vez de atividade de cunho social

Os esforços para evitar a disseminação do coronavírus (Covid-19) estão sendo empregados há cerca de 150 dias pelas mais diferentes esferas governamentais. União, Estados e Municípios estão investindo pesado na prevenção e em ações concretas para vencer a batalha contra o inimigo invisível. Além de recursos, profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagens, entre outros) estão na linha de frente se desdobrando para salvar vidas.
Em ação conjunta, os Ministérios da Defesa e da Saúde realizaram de 27 de julho até o dia 1º de agosto, à Operação Covid-19. A primeira fase da Missão Xavante beneficiou cerca de dois mil índios da etnia Xavante que vivem em aldeias localizadas no Mato Grosso. 24 profissionais de saúde das Forças Armadas, incluindo a médica infectologista guaporense Rafaela Mafaciolli, 29 anos, foram deslocados para os Polos Bases de São Marcos e Campinápolis que fazem parte do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Xavante, situado em Barra do Garças. Além dos médicos clínicos gerais (9), ginecologistas obstetras (3), infectologista (1), pediatras (2), enfermeiros (3) e técnicos de enfermagem (6), os Ministérios de Defesa e Saúde enviaram três toneladas de medicamentos, equipamentos de proteção individual (EPI) e testes Covid-19.
A jovem médica, antes de entrar para as Forças Armadas do Brasil – Exército Brasileiro, concluiu seus estudos no ensino superior na Universidade do Planalto, em Lages – Santa Catarina (SC), em 2016. No ano seguinte mudou-se para Porto Alegre e iniciou sua residência médica no Hospital Santa Casa de Misericórdia onde permaneceu até fevereiro de 2020. Aspirante a oficial, a Dra. Rafaela, infectologista no Hospital Militar de Porto Alegre e recém-chegada às fileiras do Exército, participa pela primeira vez de uma atividade de cunho social.
“Essa é mais uma ação para fortalecer o atendimento de saúde para aqueles que mais precisam”, disse.
Indígenas de seis aldeias foram beneficiados. A Missão Xavante distribuiu 11 mil medicamentos, sendo a grande maioria para diabetes e hipertensão. Realizou exames de glicemia, verificação dos sinais vitais (diagnóstico com ultrassonografia portátil) e testes de Covid-19. 149 Xavantes optaram pelo exame rápido. 94 resultados foram negativos, 29 deles positivos e 26 resultaram em IGM negativo e IGG positivo, o que significa que a pessoa já esteve infectada, mas está curada.
“Atuamos em áreas indígenas para assistência básica e assistência a pacientes com diagnóstico de Covid-19”, salientou.
Para chegar aos locais pré-estabelecidos pela coordenação da missão, conforme acordado com as lideranças indígenas, os profissionais de saúde foram transportados diariamente por dois helicópteros da base em Aragarças (GO) - HM-4 Jaguar e um Super Cougar, ambos do Exército.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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