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Antigo Curtume: Uma herança de toneladas de lixo

por Michele Lunardi

Secretaria de Meio Ambiente destina corretamente restos de materiais industriais e entulhos

Foto: Divulgação

Muito lixo. Material que ao longo do tempo foi sendo depositado nos prédios precários da estrutura do antigo curtume e que tornou-se um problema ambiental e de saúde pública. Toneladas de material, boa parte restos de tecido, recebe o destino correto através da secretaria de Meio Ambiente, após os responsáveis pelo depósito terem abandonado o material naquele local.

“Com a alteração da Gestão Municipal, em virtude das eleições de 2016, verificou-se que um grupo de pessoas estava instalado e exercendo atividade lucrativa no antigo Curtume Termignoni. Havia resíduos de diversas naturezas, oriundos da fabricação de artefatos de couro, anteriormente existente no local e depósito de resíduos procedentes das atividades de um grupo de reciclagem que estava instalado lá, porém, sem nenhum documento que legalizasse aquela situação, muito menos a atividade de reciclagem que exige licenciamento ambiental”, esclarece a secretaria de Meio Ambiente.

O acúmulo de muito lixo gerou denúncias de moradores das proximidades, além de muita preocupação por parte das autoridades, já que além de doenças e problemas gerados pelo próprio lixo largado no local, devido ao tombamento histórico, era impossível mexer na estrutura do prédio, e havia locais acumulando muita água, tornando-se criadouros para o mosquito da dengue. “Nos vimos de mãos amarradas. Havia tanques acumulando água, toneladas de lixo dentro dos prédios, precisávamos quebrar paredes e mexer naquele local para poder agir. Isso só foi possível agora, depois de conseguirmos reverter o tombamento histórico”, diz o secretário de Obras Leo Pandolfo.

Essa herança de lixo, porém, que não foi retirada pelo grupo que utilizava o local, acabou sendo responsabilidade do Poder Público, e a correta destinação onerou os cofres da prefeitura. “Diante disso, o Poder Público Municipal, realizou reuniões com os responsáveis pela empresa e pelo grupo que lá atuava, a fim de que realizassem a limpeza do local onde vieram a se instalar por conta própria, sem a devida autorização por escrito. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente verificou, com visitas in loco, que não houve nenhuma demonstração de interesse na limpeza e regularização da área, por parte dos responsáveis. A desocupação da área, por parte do grupo que lá atuava foi feita, mas foram deixados no local retalhos de tecidos, carcaças de automóveis, resíduos eletroeletrônicos, entre outros materiais. Desta forma, o município precisou agir”, resume a secretária Monia Zampeze.

Os custos até agora chegam a casa dos R$ 50 mil reais, diante de inúmeras ações que precisaram ser tomadas. “Infelizmente a população paga a conta pela irresponsabilidade ambiental e social. Aquele local agora está limpo, mas contamos com a consciência de cada um para mantê-lo assim. Fizemos o possível para impedir a entrada de pessoas não autorizadas. Mas é uma área grande, não há cercamento, as paredes esburacadas facilitam que pessoas entrem à noite, escondidas e aquele local muitas vezes é ponto de tráfico de drogas e outros delitos. O Governo está preocupado e junto às demais autoridades, buscando soluções”, diz Pandolfo.

Todo material recolhido foi encaminhado à destinação correta. Desta forma, preserva-se a saúde, investe-se em prevenção de doenças e proliferação de mosquitos como o da dengue e destina-se corretamente todo este material à reciclagem ou outras formas necessárias de descarte.

O objetivo é manter a comunidade a par de todas as ações realizadas para que a situação fosse resolvida, já que muitas pessoas realizaram denúncias, preocupadas com a situação que os prédios se encontravam.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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