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“A comunidade não desistirá da preservação do pouco que sobrou do rio Carreiro”, afirma presidente da ONG VIME

por Eduardo Cover Godinho

Ana Maria Postal ocupou a Tribuna do Povo para conclamar os guaporenses, em especial os representantes dos Poderes Executivo e Legislativo, para que impeçam a construção de novos empreendimentos no leito do flúmen

A Associação Ecológica Vida e Meio Ambiente (VIME) de Guaporé, presidida por Ana Maria Postal, luta há décadas pela preservação das áreas verdes e rios do município. A entidade intensificou a atuação e ganhou maior notoriedade após travar uma batalha contra empreendedores que construíram seis Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) ao longo do leite do rio Carreiro. As PCHs Caçador (Serafina Corrêa), Linha Emília (Dois Lajeados), São Paulo (Guaporé), Autódromo (Vista Alegre do Prata), Cotiporã Energética (Cotiporã) e Boa Fé (Nova Bassano) estão em operação há anos e, conforme os ambientalistas, modificaram o todo o ecossistema. Três delas estão em território guaporense, porém, apenas uma tem a casa de força (São Paulo) que gera receita ao Município.

Agora, continuam os desafios para manutenção dos poucos trechos vivos do leito do rio Carreiro. A VIME está há aproximadamente um ano lutando, com envio de documentação para autoridades de todas as esferas públicas, para impedir a construção de mais dois empreendimentos hidrelétricos: PCH São Valentim e PCH Vinhedos. A entidade guaporense não está sozinha e ganhou o apoio de ambientalistas, políticos e da população de outros municípios, em especial os diretamente atingidos com as edificações.

Para evitar uma catástrofe nas águas do Carreio, a VIME, através da presidente Ana Postal, redigiu e protocolou um projeto de Lei de Iniciativa Popular na Câmara Municipal de Vereadores. A proposta tem como objetivo proibir a construção de Usinas Hidrelétricas (UHE) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Central Geradora Hidrelétrica (CGH), em toda extensão do município de Guaporé. As existentes manterão seu funcionamento. Ana ocupou Tribuna do Povo para conclamar as autoridades dos Poderes Executivo e Legislativo para que se unam na luta contra a construção dos novos empreendimentos.

“Estamos exercendo o direito e, porque não, a obrigação como cidadãos de defender nossos mananciais. As PCHs e Usinas são altamente destruidoras. A implantação alaga e apodrece quilômetros de vegetação nativa, acaba com espécies únicas da fauna, flora e paisagens especiais. O ecossistema está sofrendo um desiquilíbrio que gera problemas de saúde e clima em Guaporé”, afirmou.

Ana complementou:

“Pedimos para que o Poder Público e os vereadores, assim como a comunidade, nos ajudem a aprovar o projeto para que possamos impedir novas construções. Os empreendimentos destruíram locais de beleza ímpar do rio, como o “Salto do Guaporé” e áreas de lazer e balneabilidade dos moradores. Precisamos de união para lutar pelo nosso meio ambiente. Não falo aqui como VIME, falo como cidadã guaporense. Deixo uma pergunta para todos: que futuro nós queremos para a nossa cidade? Do pouco que resta do rio Carreiro e da reserva da biosfera da Mata Atlântica temos a responsabilidade de preservar”.

Conforme a presidente da VIME, é direito da população ter garantido um meio ambiente equilibrado, cabendo ao Poder Público a responsabilidade de protegê-lo, já que o município seria o mais prejudicado com a anulação do rio característico em toda sua extensão territorial.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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