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Após enfrentar o ciclone Idai, guaporense ajuda na reconstrução de Moçambique

por André Fabio Bresolin

O Governo estima que há milhares de mortos e outros, com o provável impacto na saúde causado por surtos de cólera, malária, tifo, sarampo e outras doenças, devam ser contabilizados

“Passamos diversos dias quase que debaixo d’água. Conseguimos nos abrigar e ficamos hospedados em um hospital. O ciclone Idai, um dos mais fortes da história, devastou praticamente todas as regiões de Moçambique. São centenas de mortos e milhares de desabrigados. Agora, com a água baixando, é que estamos percebendo o tamanho do estrago. As casas estão tomadas de água e lodo. O quadro é devastador”. As palavras do missionário da Fazenda Esperança, o guaporense Ildo Foppa, que há anos está, de forma voluntária, colaborando com na reconstrução de Dombe, cidade da província de Sussundenga, distrito de Manica, retratam o que está enfrentando a população de Moçambique.


No dia 14 de março, o ciclone Idai atingiu a região e agravou um quadro já crítico no centro do país. A passagem do ciclone causou extensos alagamentos, fazendo desaparecer localidades inteiras. Residências, hospitais, escolas, estabelecimentos comerciais, estradas e pontes foram destruídas. O Governo estima que há milhares de mortos e outros, com o provável impacto na saúde causado por surtos de cólera, malária, tifo, sarampo e outras doenças, devam ser contabilizados, infelizmente.

“É muita tristeza. Impressionante porque ninguém consegue descrever o que aconteceu. Foi tão rápido, tão rápido que quando os moradores perceberam as casas estavam tomadas por água e lama. Não deu para salvar nada, nada mesmo. Incrível o que aconteceu. Nós, voluntários da Fazenda Esperança que moramos em imóveis com o mínimo de estrutura fomos atingidos e contabilizamos prejuízos, imagina o povo que vive em condições piores, com casas cobertas de capim, o estrago que não causou. São mais de três mil casas nas redondezas completamente destruídas. É inacreditável a calamidade por aqui”, destacou Foppa.

Segundo o guaporense, há falta de alimentos, água potável e bens de primeira necessidade. O caos se agrava porque há dificuldades de se fazer chegar ajuda humanitária. A pouca que chega é da Fazenda Esperança. Em alguns pontos não há comunicação e a falta de fornecimento de energia elétrica dificulta a retirada de dinheiro nos bancos para se comprar os poucos mantimentos ainda disponíveis. Plantações familiares, que praticamente são a subsistência da maioria da população, foram devastadas.

“Deixamos nossas casas de lado para ajudar a população que está pior do que nós. Confesso que num primeiro momento não tínhamos noção do que havia acontecido, mas depois percebemos a destruição causada pelo ciclone. Procuramos colaborar da melhor forma, seja levando comida e medicamentos, como dando suporte emocional”, salientou.

Mesmo em situação difícil, Foppa afirmou que em nenhum momento pensou em abandonar a missão e retornar ao Brasil.
“Quando deixamos o conforto da nossa casa e a família, viemos determinados em colaborar com os necessitados. Mas nunca, jamais se imaginou que ia ser tão difícil. Viemos para cá sabendo das dificuldades e preparados. Casualmente aconteceu do ciclone atingir a nossa região. Mas nunca pensei em desistir e retornar, muito pelo contrário. Seguimos fortes e contando com a ajuda de outros voluntários que estão vindo de Guaporé e outras regiões do Brasil”, salientou.

Doações

A comunidade de Guaporé está mobilizada para colaborar com os atingidos pelo ciclone Idai, em Moçambique. O país, onde encontra-se o missionário Foppa, foi devastado no dia 14 de março. Pouco sobrou dos imóveis e milhares de pessoas perderam a vida. Agora, o maior problema é recuperar a autoestima da população que, literalmente está tentando sobreviver.

Foppa, que está há anos ajudando os moradores de Dombe, cidade na margem norte do rio Buzi na província de Sussundenga, distrito de Manica, terá companhia para colaborar na recuperação da cidade, a partir do domingo, dia 31 de março. Dois voluntários guaporenses estarão indo para Moçambique e estes pretendem levar as doações da comunidade. O pedido é para que os donativos sejam de sementes de couve e outras hortaliças, soro oral solúvel (em pó), tabletes de cloro 250G. O objetivo é purificar a água contaminada e efetuar a plantação de alimento para subsistência.

As doações devem ser entregues na Avante Design, localizada na rua Dr. Luís Augusto Puperi, 1100, sala 102, próximo ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR). As entregues devem ser realizadas até o sábado, dia 30, de manhã. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (54) 9.9601.6036 ou (54) 9.9602.8032.

Central de Conteúdo/Rádio Aurora 107.1 FM
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