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Operação Acolhida: Em busca de dignidade, 67 venezuelanos desembarcam em Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Ação, do Governo Federal, Exército Brasileiro, ONU e Instituto Virada Feminina, proporcionará uma nova vida para os refugiados

Conhecida como a “Capital da Hospitalidade”, a cidade de Guaporé acolheu no final da tarde da terça-feira, dia 19 de janeiro de 2021, 67 venezuelanos que estão em busca de uma vida longe do regime ditatorial do governo do presidente Nicolás Maduro. Vindos do município de Pacaraima, no Estado de Roraima (linha de fronteira), o grupo chegou em três ônibus, acompanhados pelas 3ºs sargentos do Exército (Quartel General do Exército - Centro Histórico de Porto Alegre) Charão e Frantchele, cheio de esperança e muito feliz pela oportunidade de poder recomeçar. Eles foram recebidos no Recanto São Carlos (Seminário) por representantes do Instituto Virada Feminina, empresários, padres da Congregação Scalabriniana e da Paróquia Santo Antônio, Cáritas Scalabriniana, comunidade guaporense e autoridades do Poder Público.

Os refugiados, todos portando documentação expedida no Brasil e inspeção sanitária/saúde contra o coronavírus (Covid-19), fazem parte da Operação Acolhida, do Governo Federal, coordenada pela Casa Civil e composta por 11 ministérios e que tem o objetivo de recebê-los, abrigá-los e protegê-los do país vizinho. A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria Nacional de Proteção Global (SNPG), do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, do Instituto Virada Feminina e da Organização Internacional para as Migrações (OIM) – da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em Guaporé, o Instituto Virada Feminina intermediou parceria com sete empresas de confecção de moda íntima feminina e os venezuelanos chegam com atividades laborais (trabalho) e moradias garantidas. Neura Trevisol Gomes, empresária e presidente estadual da entidade, afirma que o momento é especial para todos, principalmente para os migrantes.

“Vão poder recomeçar suas vidas. São famílias que viviam num campo de refugiados em Roraima e saíram do seu país porque estavam sem esperança de um futuro melhor. Todos sabem da situação enfrentada na Venezuela. O Instituto Virada Feminina é parceiro do programa de interiorização e buscamos, junto às empresárias de Guaporé, oportunidades para eles. Sete atenderam o nosso apelo. A partir de agora os venezuelanos poderão resgatar a dignidade”, salientou Neura.

Coordenador de projetos da OIM/ONU no Rio Grande do Sul, Iurqui Pinheiro da Rocha, salientou que o Estado é o terceiro no país que mais recebe migrantes. Todos, no processo de interiorização da Operação Acolhida, desembarcam em solo gaúcho com emprego e residência fixa. Para eles, que estavam há pelo menos cinco meses em Roraima, é uma nova experiência de vida e o povo brasileiro tem se mostrado hospitaleiro.

“Momento importante para essas pessoas que estão sendo acolhidas numa região tão próspera. Guaporé está demonstrando muita solidariedade com essas 33 famílias e nós só temos que agradecer. Acreditamos que, com a força do trabalho e a vontade de recomeçar, os venezuelanos contribuirão com o desenvolvimento da cidade”, salientou o coordenador que enfatiza que o projeto Operação Acolhida tem como objetivo interiorizar os venezuelanos já com emprego, devolvendo a dignidade a eles.

Acompanharam a comitiva de refugiados que desembarcou no Rio Grande do Sul e posteriormente dirigiu-se à Guaporé, representantes da Embaixada Venezuelana, integrada por dois diplomatas de Juan Guaidó, reconhecidos pelo Planalto como representantes do governo interino. Estiveram presentes o Ministro Conselheiro (número 2 da Embaixada) Tomás Silva e a representante da embaixada em São Paulo, Blanca Montilla.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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