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“Não havia necessidade da bandeira vermelha no momento”, afirma presidente da CIC Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Edmilson Norberto Zortéa destaca que todas as medidas haviam sido tomadas pelas indústrias, comércio, autônomos e produtores rurais

Foto: Ilustração

A Câmara da Indústria, Comércio, Agronegócios e Serviços (CIC), de Guaporé, presidida por Edmilson Norberto Zortéa, é contrária ao novo posicionamento do Governo do Rio Grande do Sul quanto à bandeira vermelha no modelo Distanciamento Controlado para a Serra Gaúcha. 49 municípios estão sendo prejudicados no setor econômico com as restrições impostas pelo modelo que classifica a Serra Gaúcha como de alto risco de contágio ao novo coronavírus (Covid-19).

Apoiando a manifestação da Associação das Entidades Representativas de Classe Empresaria Gaúcha (CICs Serra), ao lado de outras 14 CICs, a entidade guaporense em nota destaca que não havia necessidade do endurecimento das medidas no momento. Todos os cerca de 180 associados da CIC Guaporé, segundo Zortéa, se adequaram aos protocolos e exigências dos órgãos sanitários, de saúde e governamentais para dar andamento às atividades econômicas sem prejuízos à saúde dos colaboradores, fornecedores e clientes.

“A pedido das autoridades permanecemos durante 15 dias, com total respeito, em isolamento nos meses de março e abril. Gradativamente, com todos os cuidados necessários de higienização e segurança, os setores industriais, comerciais e de serviços, os mais afetados, voltaram a movimentar a economia. Sabemos que não foi fácil a retomada, mas agora a engrenagem estava andando e simplesmente houve o retrocesso. Discordamos da aplicação da bandeira vermelha em nossa cidade. Não havia necessidade no momento”, destaca Zortéa.

O presidente da CIC Guaporé salienta que a entidade não apoia a decisão do Governo Estadual, mas respeita o posicionamento e pede para que os associados cumpram, até que não haja o retorno para a bandeira laranja, as medidas determinadas no decreto. Zortéa mostrou-se preocupado com a saúde e a preservação de vidas, mas teme pelo desemprego e fechamento de empresas.

“Todas as medidas de higienização e saúde tomadas pelos empresários são para preservar vidas. A prioridade é e sempre será a vida. Porém, a situação econômica das empresas e financeira dos colaboradores também impacta diretamente na saúde de todos”.

Na conclusão do comunicado aos associados, a CIC Guaporé destaca: “Estamos lutando e temos esperança que esta situação seja revertida”.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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