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Guaporenses consomem em média 5 milhões de litros de água por dia

por André Fabio Bresolin

Aumento registrado nos últimos anos obriga Corsan a investir em melhorias na captação e na Estação de Tratamento de Água

Corsan está desenvolvendo um projeto para substituição da parte física da adutora, aumento do reservatório e melhorias na capacidade de energia
Foto: Divulgação

O desabastecimento de água registrado com maior frequência no encerramento de 2019 e início do novo ano causou indignação e revolta na comunidade guaporense. A falta do bem precioso para a vida foi provocada por dois fatores: curto circuito elétrico na subestação de água do rio Carreiro e rompimento de parte do cano de ferro da rede física (adutora). Cerca de 25 mil pessoas abastecidas pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) sofreram. O calor escaldante, com temperaturas que ultrapassaram os 37º e sensação térmica acima dos 40º, somou-se à situação e castigou.

O maior problema verificou-se com o rompimento da adutora, construída há cerca de 60 anos. A linha física – canos de ferro com 400 milímetros de diâmetro – é responsável pela condução de milhares de litros de água da captação, junto ao rio Carreiro, até a Estação de Tratamento de Água (ETA), localizada no bairro São José. São 2,6 mil metros de canos (tubulação) e desnível aproximado de 260 metros.

“A adutora trabalha em condições severas e com uma enorme pressão. A tubulação é de ferro e em alguns lugares apresenta problemas, pelo passar dos anos, de ferrugem. Conseguimos, com trabalho de uma empresa guaporense, realizar o conserto com solda. Para isso, a adutora teve que ser esvaziada. Porém, a água demora, após ligados os motores, cerca de uma hora para subir até a Estação de Tratamento e o mesmo tempo para ser tratada. Posteriormente começa a distribuição na rede”, disse o gerente da Corsan – Unidade de Guaporé, Jorge Luís Dexheimer.

A Corsan, conforme o gerente, produz cerca de 100 litros de água por segundo que são captados, tratados e distribuídos nos 115 quilômetros de rede ao longo de todos os bairros da cidade. Além da água para as economias (residências, empresas, comércio, entre outros locais), a ETA, juntamente com os demais reservatórios espalhados pelos bairro da cidade, possui um reservatório com capacidade para 2,7 mil metros cúbicos (m3), ou seja, 2,7 milhões de litros.

“Por isso, quando o desabastecimento é total, demora para o reestabelecimento. Até normalizar o sistema, dependendo do consumo da população quando a água começa a chegar nas ‘torneiras’, vai aproximadamente sete horas. Hoje o consumo, para que tenham uma noção, gira em torno de cinco milhões de litros por dia”, destacou.

Para qualificar o abastecimento para a população, a Corsan está desenvolvendo um projeto para substituição da parte física da adutora (tubulação), aumento do reservatório da ETA e melhorias na capacidade de energia.

“As últimas foram em 2002, com um novo campo de manobra, aumento da reservação, entre outras. Porém, precisamos atualizar todo o sistema. Consiste em construções novas da câmara de captação, linha física de adutora, subestação de energia, aumento na Estação de Tratamento e reservatórios. Destas, a subestação de energia está em andamento e deve entrar em operação no mês de abril. Temos, junto à diretoria de expansão da Corsan, trabalhado para que a construção da nova linha física, que está prevista para 2021, seja antecipada”, afirmou Dexheimer.

A tubulação da nova adutora, maior causadora de reclamações da população, Poder Público e vereadores, deverá mudar o percurso. Serão cerca de 3,5 mil metros de canos de 400 milímetros de ferro com estações de bombeamento intermediárias.

“Ajudará para que a tubulação não trabalhe com tanta carga e pressão para bombear água do rio Carreiro até a Estação de Tratamento. Assim que substituída a adutora dentro do que estabelece o projeto, o sistema de distribuição ficará bem mais confiável do que é nos dias atuais”, disse o gerente.

Central de Conteúdo/Rádio Aurora 107.1 FM
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