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Arroio Barracão: UCS entrega oficialmente relatório final do Estudo Hidrológico

por Eduardo Cover Godinho

Atual configuração do canal e características da bacia demonstram que a mesma está sujeita a eventos de inundações que atingem diversas edificações

A Universidade de Caxias do Sul (UCS), através do Instituto de Saneamento Ambiental da Universidade de Caxias do Sul (UCS), sob coordenação da Dra. Vania Elisabete Schneider, entregou oficialmente na manhã da segunda-feira, dia 14 de setembro, o relatório final da “Avaliação do Sistema de Escoamento Final do Arroio Barracão e Vulnerabilidade e Suscetibilidade ao risco de inundação”. Com detalhamentos, o conhecido Estudo Hidrológico apresentou um diagnóstico do meio físico da Bacia do Arroio Barracão, sendo realizadas análises de áreas de inundação e alagamento para eventos de chuva intensa de diferentes períodos de retorno.

Conforme o relatório, a atual configuração do canal, que corta a cidade de Norte a Sul passando por diversos bairros da zona urbana e duas comunidades (Linhas Quinta e Três de Maio/Brítola) do interior, e as características da bacia demonstram que a mesma está sujeita a eventos de inundação que atingem diversas edificações, sejam elas residências e estabelecimentos comerciais/industriais. O documento, entregue no gabinete do prefeito com a presença de técnicos da UCS e secretários Geral de Governo Odacir Toldi e de Meio Ambiente Mônia Zampeze, propõe alternativas estruturais e estruturantes para minimização dos efeitos de alagamentos, para aplicação a curto, médio e longo prazo.

Há mais de um ano, técnicos estiveram dezenas de vezes realizando análises “in loco” do canal do Arroio Barracão, já que o córrego apresenta comportamento anômalo em relação ao que a UCS costuma trabalhar na questão de modelagem hidrológica. Cada pequeno trecho, segundo a coordenadora, passou por modelagem para que se chegasse uma conclusão de como o flúmen se comporta e poderia se comportar com um possível aumento na incidência de chuvas ou com a instalação de medidas de contenção.

“Todo o resultado que acontece na área urbana tem início nas partes mais altas da bacia. O estudo, além de contemplar a possibilidade da instalação de medidas de contenção (lagoas de contenção, barramentos a montante e ações no meio rural), se configura como um plano de drenagem. Servirá para os Gestores Municipais fazerem todo um processo de planejamento e subsidiará a tomada de decisões, quer dizer: Onde seria melhor começar os investimentos? Qual ação teria melhor resultado? Mas não só isso, como aponta as fragilidades do próprio sistema. Cito, por exemplo, a instalação de pontes e tubulações que, ao invés de melhorar a situação, comprometeram mais ainda a vazão de água do canal”, disse a Dra. Vânia.

O Estudo Hidrológico, segundo a coordenadora, fez toda a análise situacional para indicar onde e o que poderá ser feito e o resultado que terá para minimizar os impactos no futuro.

“Não é projeto, mas é todo o estudo de base para os futuros investimentos para evitar-se que novas inundações e alagamentos possam ocorrer. Se os Gestores Municipais efetuarem os projetos respeitando cada ação que o estudo apresenta em termos de comportamento do rio (Arroio Barracão), a probabilidade de acertar e implementar medidas que sejam realmente eficientes a curto prazo é muito grande”, afirmou.

Comumente, conforme é verificado no leito do canal, resíduos são lançados e interferem o escoamento da água. A situação é mais crítica nos cruzamentos das vias urbanas, ou seja, onde foram construídas pontes com galerias ou tubos de escoamento do curso de água. Com ações diretas, o Poder Público tenta efetuar a limpeza e remoção do lixo despejado irregularmente, bem como promoveu em 2020 o alargamento do canal em diversas partes. As medidas são paliativas, porém, não são as mais eficientes.

“A limpeza do canal com a remoção de resíduos, de seixos e matacões que são trazidos pelo rio, deve ser contínua. Porém, a medida de contenção a montante traria um resultado muito mais efetivo a curto prazo do que pequenas intervenções dentro do canal. A natureza vai continuar agindo a moda dela, quem está no caminho é que vai sofrer as consequências”, disse.

A coordenadora salienta que, num curto prazo, a construção das bacias de contenção (reservatório construído para o armazenamento temporário das águas) seria a melhor solução.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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