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Comerciantes sofrem com a falta de troco em moedas e notas de R$ 2,00 e R$ 5,00

por Eduardo Cover Godinho

Pedido é para que a comunidade colabore trocando-as nos estabelecimentos

Muitos mantem o hábito de guardar moedas e dinheiro de pequeno valor em casa, no chamado 'cofrinho'
Foto: Eduardo Cover Godinho

“Estamos com dificuldades para conseguir moedas de todos os valores (R$ 0,05, R$ 0,10, R$ 0,25, R$ 0,50 e R$ 100) e notas com valor baixo (R$ 2,00 e R$ 5,00). Não estão circulando e quando aparecem, rapidamente somem”. O relato é de empresários dos setores varejista e supermercadista de Guaporé. Porém, a escassez do troco é verificada em todas as regiões brasileiras, independente do segmento de um negócio. Quem “mexe” com dinheiro em espécie sofrerá, em algum momento, com a falta de moedas e as chamadas “notas pequenas”.

O incômodo atinge, não só os comerciantes que desdobram-se para não deixar faltar nos caixas, mas também os clientes que, por vezes, acabam saindo com “balas e chicletes”, deixando de lado alguns centavos que viriam de troco ou doados para as mais diversas campanhas solidárias que são realizadas por entidade e pelos próprios estabelecimentos.

“É uma ‘luta’ diária conseguir moedas, em especial. Estas faltam com frequência e recorremos muitas vezes aos próprios clientes para conseguirmos. Mesma situação é com as notas de baixo valor. Como giram bastante, torna-se complicado tê-las a todo momento”, destacou um supermercadista.

Uma empresária, proprietária de um estabelecimento que comercializa roupas femininas, afirmou que há tempos vem verificando a diminuição de notas de R$ 2,00 e R$ 5,00, em especial.

“Muitos clientes relatam dificuldades de contar com essas notas de menor valor. Apesar do mercado ter sido aquecido com o auxílio emergencial, com mais dinheiro em circulação, as notas que mais recebemos são de R$ 20,00, R$ 50,00 e R$ 100,00 e, por vezes, nos falta troco. Até a de R$ 10,00 está se tornando escassa”.

Em uma lancheria e pizzaria da área central do município, o proprietário salientou que há tempos percebe uma mudança no hábito dos clientes.

“Ainda recebemos muito notas e moedas da clientela, porém, a maioria está optando pela utilização do cartão, evitando sair com dinheiro na carteira. Acredito que 60 a 70% do que entra nas finanças do estabelecimento estão relacionados à essa forma de pagamento”.

Entre as prováveis causas da falta de moedas e notas baixas estão as diversidades no pagamento com o “dinheiro digital” (cartões débito e crédito), aplicativos via smarphone, bem como, o entesouramento das pessoas. Neste caso, muitos armazenam moedas e notas de pequeno valor em cofrinhos, gavetas ou até mesmo no console do veículo para uma eventualidade. Estes acreditam que é uma forma de economizar e guardar dinheiro para uma futura viagem, aquisição de um bem material ou para uma emergência.

“Fizemos um apelo para que as pessoas troquem suas moedas e notas de baixo valor. Há necessidade que circulem no mercado. Se a intenção é guardar para uma futura compra ou para economizar, troque-as pelas de valor mais alto. Não deixe-as guardadas nos ‘cofrinhos ou nas gavetas”, disseram os comerciantes.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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