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“Melhor plano de saúde da minha vida foi fazer o bem ao próximo”, destaca ex-jogador que luta contra o câncer

por Eduardo Cover Godinho

Eduardo Enrique Ludwig, 28 anos, foi diagnosticado câncer no fígado e tumor em estágio avançado no intestino

Com a namorada Fernanda, Dudu busca apoio para recuperar-se da doença
Foto: Divulgação

Natural de Tupandi, mas com fortes raízes em Guaporé, o ex-jogador de futebol Eduardo Enrique Ludwig, 28 anos, está há cerca de um mês lutando bravamente contra o câncer no fígado e tumor no intestino. Jovem, com passagens pela Agremiação Guaporense de Esportes (AGE/Sub-17), Internacional, Bahia, Figueirense, Olaria, E.C. Passo Fundo, Lajeadense, Brasil de Farroupilha, Guarani de Venâncio, Trofense (Portugal), entre outros clubes, encerrou sua carreira em 2019 no Sport Club São Paulo de Rio Grande, onde era capitão, para ficar mais próximo dos familiares.

Em entrevista, o ex-zagueiro Dudu, como ficou conhecido, conta como está lidando com o tratamento e o apoio que têm recebido dos familiares, amigos, ex-colegas de profissão e de pessoas desconhecidas, mas que se sensibilizaram com a batalha diária travada contra essa doença silenciosa.

 

Como foi o impacto de receber a notícia da doença, sendo jovem e um ex-atleta que sempre cuidou da saúde?

Dudu: O médico foi muito verdadeiro comigo sobre tudo o que estava acontecendo. Com 28 anos estar com um tumor, com estágio avançado, no intestino reto e com o fígado todo tomado, é difícil de absorver. A palavra tumor é forte, impacta bastante. Com toda certeza, jamais imaginei estar com a doença. O câncer é silencioso e não gerou dor, desconforto, nada. Só tive o alerta do sangramento. Aí fui procurar ajuda. De resto, eu estava levando uma vida normal. Sem dor, sem diferença de peso. E infelizmente só descobri quando estava no estágio avançado.

 

A que tratamento que está sendo submetido, após ficar internado por um período no Hospital Conceição em Porto Alegre?

Dudu: Como o fígado está todo tomado por metástase num primeiro momento a equipe médica optou pela quimioterapia. Se tivermos uma possível boa resposta, há possibilidade de operar para tirar uma parte do fígado. Senão, vão me tratar como paciente paliativo e tentar dar qualidade de vida. O médico me disse, no dia que recebi alta, que existe possibilidade de cura. Então estão correndo atrás.

 

Quais os aprendizados que a vida está lhe dando?

Dudu: São vários. O médico informou que sem fazer nenhum tratamento, eu teria mais seis meses de vida. Quando a ‘morte’ dá um tapa na cara, a gente realmente vê o que vale a pena e o que não vale, a gente revê muita coisa na vida. Graças a Deus eu tenho um suporte impressionante de pessoas que estão me ajudando muito neste processo. Com toda a certeza seria muito difícil suportar tudo o que se passa na minha vida no momento, se estivesse sozinho.

 

Como o apoio dos familiares, amigos, companheiros dos clubes que passou, tem lhe ajudado?

Dudu: Todos estão me dando um suporte absurdo. A única preocupação que eu tenho é cuidar da minha saúde. O resto eles estão fazendo por mim. Toda a parte burocrática de ir atrás de soluções para o meu problema e a busca pela imunoterapia para ajudar no processo de recuperação do fígado e auxiliar a quimioterapia, os amigos estão correndo atrás. Isso tem me deixado tranquilo, pois mostra que não estou sozinho. É uma guerra desigual pelo estágio que está o tumor, mas é uma guerra que, com os amigos do meu lado, vai ser mais fácil de ser vencida. Fico (pausa) imensamente feliz por tudo que estão fazendo por mim. Não sei de todos que estão me ajudando, mas desde já agradeço do fundo do coração.

 

Deixe uma mensagem à comunidade guaporense e de outras cidades brasileiras que estão ao seu lado na batalha contra o câncer.

Dudu: Muito obrigado. Independente do que aconteça, podem ter certeza que vou lutar muito para me recuperar, fico eternamente agradecido por tudo que fizeram, estão fazendo e farão por mim.

 

 

Dudu, ao término da entrevista, deixou uma mensagem emocionante e verdadeira para todos:

“Aproveitem ao máximo os familiares e amigos. É somente isso que vale a pena na vida. Poder passar momentos bons e tê-los em volta é algo imprescindível. A grande verdade é: o melhor plano de saúde da minha vida foi fazer o bem ao próximo”.

O ex-jogador, que está em Guaporé na casa dos pais da namorada Fernanda Agosti, agradece todas as doações que estão sendo realizadas na “vakinha virtual” e diretamente nas contas das instituições financeiras. Na “vakinha virtual” foram arrecadados, até o momento, R$ 75.549,00 vindos de 575 apoiadores. A meta era de R$ 50 mil. A ideia partiu do amigo de infância Júlio César Feiden, de Tupandi. Dudu agradece as correntes de orações que tem lhe dado muita força para continuar o tratamento.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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