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Escola Agrícola Projeto “Meliponicultura na escola: Manejo das abelhas e produção de mel” é case de sucesso no Rio Grande do Sul

por André Fabio Bresolin

Escola Guaporense é um dos educandários que está concorrendo ao selo de “Escola Empreendedora”

A Escola Estadual Técnica Agrícola, de Guaporé, com 60 anos de história, está desenvolvendo desde 2017 com os estudantes do curso técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio, através da iniciativa do professor de matemática Rubie Giordani, o projeto “Meliponicultura na Escola: Manejo das abelhas e produção de mel”. A proposta, com objetivo de desenvolvimento sustentável, geração de renda extra, agregar valor aos produtos da agricultura familiar e o engajamento dos alunos nas questões sociais e ambientais, recebeu destaque no Prêmio Sebrae de Educação Empreendedora 2019 – que identifica, estimula, reconhece, divulga as melhores práticas da educação empreendedora no Brasil.

A aceitação do projeto, a repercussão e o reconhecimento são tamanhos entre os alunos, que a secretaria Estadual de Educação (Seduc), está divulgando-o como um “case” de sucesso no Programa Jovem RS Conectado no Futuro, lançado pelo governo do Estado no começo de setembro. A iniciativa, que promove o empreendedorismo, a inovação e a criatividade nas escolas, tem como proposta valorizar, apoiar e dar visibilidade e estímulo ao crescimento e protagonismo juvenil. A Escola Estadual Técnica Agrícola (EETAG) é um dos educandários gaúchos, pelos resultados obtidos no projeto “Meliponicultura na escola: Manejo das abelhas e produção de mel”, que está concorrendo ao selo de “Escola Empreendedora”.

“Estivemos no Palácio Piratini a convite da Secretaria Estadual de Educação, juntamente com a direção da Escola, no lançamento do Pr ograma Jovem RS Conectado Futuro. Um evento muito bonito, com a presença do governador Eduardo Leite, que nos deu mais estímulo para continuar na caminhada do desenvolvimento do projeto das abelhas nativas e a produção de mel. Saber que nossa proposta, que surgiu em 2017 e foi abraçada por todos na escola está servindo de inspiração para os demais educandários da Rede Pública Estadual, nos orgulha muito e nos motiva cada vez mais para repassar novos conhecimentos aos estudantes”, disse Giordani, que há 17 anos leciona na EETAG.

O projeto

Segundo o educador, a motivação para o desenvolvimento do projeto da meliponicultura, que nada mais é que a criação de abelhas sem ferrão em colmeias meliponárias, partiu da frase de Albert Einstein: “Se as abelhas desaparecessem da faze da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana”. A partir deste, os alunos foram estimulados e perceberam que era uma oportunidade ecologicamente correta e empreendedora de negócio sustentável.

“Os alunos demonstraram comprometimento e iniciaram as pesquisas bibliográficas e de campo, com entrevistas presenciais e por mensagens, criando uma rede de contato com meliponicultores profissionais e hobbystas. Partindo dos conhecimentos técnicos e motivados, iniciamos a construção do meliponário. Porém, surgiu um problema que acabou desmotivando os alunos”, salientou Giordani.

As dificuldades davam-se na época de enxameação das abelhas (ocorre no início da primavera até março) e na conformidade com a Resolução 346/2004, que ‘disciplina a utilização das abelhas silvestres nativas, bem como a implantação dos meliponários’. Seria, segundo o professor, naturalmente impossível obter o primeiro enxame de forma legal.

“Utilizamo-nos de muita persuasão e explicamos que a natureza tem seu tempo e conseguimos convencê-los a continuar as pesquisas. Quando menos esperávamos, enquanto os funcionários da escola estavam serrando lenha, encontraram uma colmeia de abelhas nativas sem ferrão que seria destruída. Instalamos uma caixa racional para o salvamento do enxame e, diante desta situação, revertemos o desânimo e os alunos sentiram-se motivados a continuar”, destacou.

Com persistência, até a chegada da primavera, os trabalhos se concentraram em estudos, pesquisas, entrevistas, cálculos de custo e lucratividade, além do recolhimento das caixas de leite vazias para serem reutilizadas na confecção de ninhos-isca para a captura legal de enxames na mata nativa de suas propriedades rurais.

“Cada aluno interessado levou para casa uma caixa-isca com atrativo a fim de capturar seus enxames, enquanto algumas foram instaladas na escola para a transferência do meliponário em construção. Após um período, percebemos nitidamente a evolução das colmeias, conseguimos obter sucesso e os alunos estão estimulados e autoconfiantes”, afirmou o professor Giordani.

Central de Conteúdo/Rádio Aurora 107.1 FM
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