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Número de guaporenses no mercado formal de trabalho fecha positivamente em 2019

por André Fabio Bresolin

Saldo acumulado no ano entre admissões e desligamentos é de 312 postos a mais

Nos últimos 12 meses, a indústria da transformação puxou o crescimento
Foto: Divulgação

A retomada do crescimento econômico no Brasil, após anos de turbulência, está refletindo positivamente no número de pessoas que estão empregadas. São milhares de trabalhadores que, ao longo de 2019, conseguiram se estabelecer e passaram novamente a fazer parte das estatísticas do mercado formal. No total, o Ministério da Economia, através da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Programa de Disseminação de Estatísticas do Trabalho (PDET), contabiliza 644.079 postos abertos. No Rio Grande do Sul, o saldo acumulado do ano passado é de 20.426 vínculos a mais. Os resultados, tanto os registrados no país, quanto em solo gaúcho, foram influenciados pelos setores de serviços e comércio.

Em Guaporé, com o mercado aquecido para os setores metalmecânico, confecções (moda praia, íntima e fitness) e joalheiro, além da pujança e do empreendedorismo aflorado, os números de 2019 fecharam no azul. O saldo acumulado no ano entre admissões e desligamentos é de 312 postos a mais. Nos últimos 12 meses, a indústria da transformação puxou o crescimento. Os dados da evolução do emprego por setor de atividade econômica foram compilados pelos Núcleo de Inovação e Desenvolvimento (NID) do Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Conforme a coordenadora, professora Lodonha Maria Portela Coimbra Soares, foram diversos os fatores que proporcionaram a retomada econômica e, consequentemente, o maior número de pessoas com carteira de trabalho assinada.

“Não podemos apontar um único fator, até porque a economia, diferente da matemática e da física, não é uma ciência exata. É uma ciência social e está amplamente relacionada a todo o ambiente macro e micro econômico. O que motivou a retração em anos anteriores foi a crise política e as incertezas dos agentes (Governo, Empresas e Famílias) que colocaram o pé no freio. Após as eleições e algumas reformas econômicas aprovadas, o otimismo retornou. Porém, é importante ressaltar que a crise no mercado de trabalho foi profunda. Nós, apesar dos números positivos de 2019, estamos começando a sair do fundo do poço”, salientou Lodonha.

Durante o período de retração da economia, afirmou a coordenadora do Observatório do Trabalho, muitos empresários apostaram na modernização tecnológica e na qualificação dos colaboradores.

“Em alguns setores, a tecnologia substituiu a mão de obra. Mesmo que haja um aumento no número de vínculos, os economistas e estudiosos da área estimam que não alcançarão o nível de população economicamente ativa e inserida no mercado formal de trabalho que tínhamos inserida nos anos de 2013 e 2014, por conta da inovação tecnológica”.

Para 2020, a perspectiva é de otimismo, afirmou Lodonha.

“Apesar de ser um ano de eleições, prevemos que o mercado de trabalho será melhor do que 2019. Tudo por conta do otimismo dos agentes econômicos. Acreditamos que setores que apresentaram revés, terão uma retomada. Isso é muito bom para a economia. Com mais pessoas no mercado formal, maior a circulação financeira e consequentemente aumenta o consumo”.

Região

Nos municípios abrangidos pela UCS, em especial aqueles que a instituição superior de ensino possui a Cidade Universitárias e Campus, o saldo da empregabilidade encerrou positivamente. Dos nove analisados mensalmente, seis tiveram aumento no número de trabalhadores com carteira assinada. São eles: Bento Gonçalves (552); Canela (29); Caxias do Sul (100); Farroupilha (111); Flores da Cunha (152); Vacaria (580). Os que registraram mais desligamentos do que admissões foram Nova Prata (-155), São Sebastião do Caí (-51) e Veranópolis (-167).

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