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CPERS/Sindicato realiza plenária para discutir salários e reforma da Previdência

por André Fabio Bresolin

Atividades têm sido marcadas pela forte participação de professores (as) e funcionários (as) da rede pública estadual

A direção do CPERS/Sindicato, representada Cássio Ricardo Ritter, Rosane Teresinha Zan e Glaci Weber, realizou na quarta-feira, dia 27 de março, nas dependências da Casa da Cultura, em Guaporé, a plenária regional para apresentar e debater a reforma da Previdência Social e a pauta salarial da categoria. As atividades, com informações detalhadas pela assessoria jurídica do Sindicato, representada pelo escritório Buchabqui e Pinheiro Machado, têm sido marcadas pela forte participação de professores (as) e funcionários (as) da rede pública estadual, que busca compreender melhor os impactos da proposta.


Em termos gerais, conforme destacou o assessor jurídico, Dr. Márcio, a proposta de Reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro pretende elevar a idade mínima e o tempo de contribuição para novos funcionários (as) e professores(as) e traz uma regra de transição que retarda a aposentadoria e reduzirá os salários de quem já está na ativa.

Aqueles que que ingressaram na carreira até 2003 precisarão chegar aos 60 anos (professores/as), 62 (funcionárias) ou 65 (funcionários) para garantir a paridade e a integralidade do benefício conforme a regra atual, calculado sobre a média de 80% das maiores contribuições. Todos (as) os demais, mesmo quem entrou até 2003 e consegue se aposentar antes da nova idade mínima pela regra de transição, perdem a paridade e têm os proventos calculados de acordo com a nova proposta de Regra Geral da Previdência Social. Receberão 60% da média calculada sobre todas as contribuições, a partir dos 20 anos de contribuição, com o acréscimo de 2% a cada ano, chegando a 100% somente aos 40 de serviço.

A presidente do CPERS/Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, afirmou que a categoria continuará lutando para que haja mudanças na reforma.

“Não vamos nos calar, faremos todo o enfrentamento necessário a este modelo desumano que o governo Bolsonaro quer impor. Temos uma batalha grande pela frente. Por isso é fundamental que todos estejam na Assembleia Geral e Popular. Vamos debater e decidir juntos quais as prioridades da nossa pauta de reivindicações, com foco na questão salarial. Mais do que nunca precisamos estar de mãos dadas”, afirmou.

Em Guaporé, a diretoria do 3º Núcleo, comandada por Alexandre Zanluchi, avaliou como positiva a plenária, visto a boa participação.

“Tivemos um expressivo número de participantes. Acreditamos que a mobilização para o dia 12 será muito boa no 3º Núcleo. Não podemos ser afetados diretamente e pagar o preço por medidas dos Governos Federal e Estadual que atinjam somente os mais fracos. A corda tem sempre estourado na nossa categoria, infelizmente. Temos que nos unir e pressionar para que mudanças na reforma da Previdência sejam realizadas antes da sua aprovação”, disse Zanluchi.

A intenção do CPERS/Sindicato, com a realização das plenárias em todos os núcleos ao abordar estas questões, é mobilizar e organizar os(as) educadores(as) para participar da Assembleia Geral e Popular, que ocorre no dia 12 de abril, às 13h, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre.

Central de Conteúdo/Rádio Aurora 107.1 FM
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