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“Tic-tac”, a música para os ouvidos de Luis Carlos Lara

por Michele Lunardi

Relojoeiro guaporense comemora 38 anos de trabalho e conta um pouco de sua história

Um homem que faz os outros andarem no horário, não tem pressa. A frase fala muito sobre uma profissão em extinção: o relojoeiro. Em um mundo cada vez mais apressado, ainda há gente que preserva tradições de um tempo que aparentemente já passou. É o caso Luis Carlos Lara. O relojoeiro tem virtudes raras nos dias de hoje: a paciência, a disciplina e a persistência. Há 38 anos ele dedica-se a esta profissão, e acredita que sempre haverá alguém precisando de suas habilidades.

A história de Luis começa com seu pai, Ermo Lara Pedroso, o Elminho, que aos 14 anos recebeu uma oportunidade de trabalho de Welmut Shera. “O Sr. Welmut vê potencial no menino de mais ou menos 14 anos, que cortava lenha em sua propriedade, e o convida para trabalhar inicialmente em ourivesaria e, logo em seguida,  o promove a auxiliar de relojoeiro”, conta o filho Luis.

Durante os anos 50 a 77, Ermo prestou serviços para aquele estabelecimento. Após, mudou sua oficina de trabalho para a Av. Monsenhor Scalabrini, iniciando suas atividades em novo endereço em 1977. O primeiro cliente foi Augusto Zugno, que solicitou o conserto de seu Ebdomas 8 dias.

Em 1980, em virtude de um infarto sofrido por Ermo, o filho Luis assumiu os negócios. O legado do pai estava em boas mãos. Sempre com tradição e honrando a profissão, Luis viu os dias se transformarem em décadas, os relógios ganharem outras tecnologias, o descarte se tornar por vezes mais viável que o conserto... e precisou adaptar-se aos novos tempos.

Ainda hoje o relojoeiro mantém atuante o setor de consertos em geral, por considerar importante preservar essa profissão cada vez mais rara. Porém, ampliou os negócios e com visão empreendedora abriu horizontes, implantando ótica e comércio em seu estabelecimento.

Reconheço que é um trabalho demorado e nem sempre valorizado, pois há consertos que exigem muita técnica e tempo, e nem todos compreendem isso. Mas para mim, o conserto de relógios é mais que uma profissão de 38 anos, é a oportunidade de manter vivas muitas lembranças alegres, de aprendizado e convívio com meu pai, com os amigos que fiz, e com os clientes que conquistei”, resume Lara.

O Dia do Relojoeiro é comemorado em 27 de junho.

 

Redação Aurora

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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