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Entidades tradicionalistas representaram Guaporé no Enart 2017

por Eduardo Cover Godinho

CTGs Estirpe Gaúcha, Os Desgarrados e Última Tropeada levaram peões e prendas para os palcos do maior evento cultural da América Latina

Estirpe Gaúcha, pela primeira vez na história, presente na Força A do Enart

O 32º Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart), um dos maiores festivais de arte amadora da América Latina, levou aos dez palcos montados dentro do Parque da Oktoberfest em Santa Cruz do Sul, mais de quatro mil peões e prendas. Eles estavam na disputa dos lugares mais altos nas 18 modalidades, entre elas, as danças tradicionais Forças A e B (as de maior destaque no cenário do evento), Chula, Gaita Piano, Violão, Conjunto Instrumental, Trova, Declamação, Dança Gaúcha de Salão, Poesia, Conto, Intérprete, entre outras. Mais de 50 mil pessoas passaram pelos locais onde o tradicionalismo estava em evidência.

No Enart, as três entidades de Guaporé – Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) Estirpe Gaúcha, Os Desgarrados e Última Tropeada, levaram seus integrantes, em especial das invernadas adultas, para mostrar seus talentos no evento. Dançarinos se apresentaram nos palcos das Danças Tradicionais Forças A e B, Danças de Salão, Violão e Chula.

O CTG Estirpe Gaúcha, com coreografia de Alex Fernandes e instrução de dança de Ricardo Bordignon, mostrou a história da Pampa, ou seja, as três pátrias: Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, no palco principal do Enart. Apesar do empenho, dedicação e da bela performance, a invernada não conseguiu pontuação necessária para avançar à grande finalíssima, onde os 20 melhores grupos se apresentariam novamente no domingo. Na Força A, o grande campeão foi o CPF Piá do Sul, de Santa Maria, seguido do CTG Tiarajú, de Porto Alegre, e CTG Aldeia dos Anjos, de Gravataí.

O CTG Última Tropeada levou ao palco da Força B, a história dos Tropeiros. Com uma apresentação de luxo, a turma passou para a final do domingo e por detalhes não conquistou um lugar no Top 10. Ao término das apresentações das 20 melhores invernadas artísticas, os Tropeiros terminaram na 12ª colocação, entre os 40 que deram início à disputa do Enart. Os dançarinos do CTG Os Desgarrados, que levaram ao tablado a história do incêndio e a reconstrução da Igreja Matriz Santo Antônio em setembro de 1998, foram os últimos a se apresentarem no sábado. Mesmo com uma desenvoltura interessante e com os aplausos do público, o grupo não conseguiu atingir a nota suficiente, dentro do bloco, para seguir rumo ao título e acabou fora da final. O grande vencedor da Força B foi o grupo CRG Brigadeiro Raphael Pinto Bandeira, de Rio Grande, seguido pelo DTG Noel Guarany de Santa Maria.

Além das invernadas, apresentaram-se no Enart na Dança de Salão o casal Anderson Ghiggi da Costa e Talya Xavier Nervis, do CTG Última Tropeada, e na Chula, Edson da Luz Borsatto, do CTG Estirpe Gaúcha. Eles não subiram no pódio, mas mostraram que estão preparados para dar sequência e quem sabe na 33ª edição conquistar troféus para suas entidades tradicionalistas. Quem conseguiu figurar entre os três primeiros colocados no evento foi Matheus Venicius Prada da Silva, do CTG Estirpe Gaúcha. Na modalidade Violão, Matheus conquistou o terceiro lugar, ficando atrás apenas dos representantes de Santa Maria, Pablo Machado Cardoso (DT Querência das Dores) – grande campeão, e de Felipe Leal Rodrigues (CTG Sentinela da Querência).

O Enart, segundo o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), encerra com o dever cumprido e com grande expectativa para a próxima edição.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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