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CTG Estirpe Gaúcha e Os Desgarrados apresentam danças à comunidade

por Eduardo Cover Godinho

Pré-estreias foram marcadas por momentos emocionantes e apresentação dos trajes. Entidades vão em busca de classificação para o Enart

Os Desgarrados contará a história religiosa de Guaporé, em especial o incêndio que destruiu a Igreja Matriz

Noites e tardes exaustivas de ensaios. Assim passam os peões e prendas dos Centros de Tradições Gaúchas (CTG) Estirpe Gaúcha, Os Desgarrados e Última Tropeada que se preparam para representar as entidades tradicionalistas e, consequentemente, a cidade de Guaporé na etapa classificatória do inter-regional do Enart que acontece em Uruguaiana, no dia 30 de setembro. Eles, que dedicam-se ao resgate da cultura e das tradições do gaúcho, buscarão mostrar o melhor na cidade fronteiriça com a Argentina para a obtenção da tão sonhada vaga para o maior festival de arte amadora da América Latina: o Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart), que será realizado em novembro em Santa Cruz do Sul.

Para que a comunidade guaporense e regional pudesse ter uma amostra do que será levado à Uruguaiana e posteriormente, caso obtenham classificação , ao Enart, as invernadas adultas dos CTGs Estirpe Gaúcha e Os Desgarrados realizaram suas pré-estreias no sábado, dia 9 de setembro, nos galpões tradicionalistas. Ambos receberam um excelente número de apaixonados pela cultura rio-grandense e, principalmente, pela arte da dança. Os peões e prendas foram aplaudidos de pé e enaltecidos por todos pelo que representam para Guaporé.

 

Os Desgarrados

Composta por 20 dançarinos, a invernada do CTG Os Desgarrados levará para a Inter-regional um pouco da história religiosa de Guaporé, em especial do acontecido em setembro de 1998 com a Igreja Matriz Santo Antônio. Na ocasião, um incêndio destruiu praticamente toda a sua estrutura, sobrando apenas as torres e as paredes laterais. O grupo ensaia sob a responsabilidade técnica de Luiz Silva, e é coordenado pelos casais Geneci e Adalberto Bastian, Paulo e Eunésia Lanzarin, Ana Paula e Gerson Batistella.

Com música composta pelo guaporense Ricardo Tauffer e coreografia do instrutor Luiz Silva, os dançarinos tem como principal objetivo voltar de Uruguaiana com a classificação para o Enart. É com essa meta, única e exclusiva, que buscam a perfeição em cada ensaio.

“Estamos indo à Uruguaiana no fim do mês com o intuito de voltarmos classificados para a final do Enart, que ocorrerá em Novembro na cidade de Santa Cruz do Sul. Além disso, queremos levar um pouco de Guaporé para todos que prestigiam o evento. O tema retratará um pouco da nossa cidade, relembrando o incêndio que aconteceu na Igreja Matriz Santo Antônio em 16 de Setembro de 1998 e posteriormente a reconstrução dela, que contou com a ajuda de toda a comunidade Guaporense. A superação sempre fez parte da nossa caminhada. Nos enche de orgulho poder homenagearmos Guaporé, pois é uma forma de agradecermos tudo que a cidade nos proporciona, através da dança”, disse Bruna Bastian, uma das dançarinas.

Os dançarinos buscam classificação entre os grupos que disputam a modalidade - Danças Tradicionais Força B. Serão 21 invernadas que sobem no tablado em busca das oito vagas para o Enart.

 

Estirpe Gaúcha

O CTG Estirpe Gaúcha, com coreografia de Alex Fernandes, levará para Uruguaiana 11 peões e 10 prendas. O grupo prepara-se para mostrar, através da arte da dança, a história da Pampa, ou seja, as três pátrias: Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina. Eles buscam apresentar na inter-regional a origem do “gaúcho”. A música foi composta por Ricardo Tauffer. Ricardo Bordignon, instrutor de danças, salienta que esse é um dos maiores, senão o maior desafio que irão enfrentar os dançarinos da invernada adulta do CTG Estirpe Gaúcha.

“Nossa expectativa é gigante para a participação na inter-regional em Uruguaiana. Em mais de 16 anos de história da entidade, este é o nosso maior desafio. Nunca uma invernada adulta do município se classificou pra final do Enart na modalidade Danças Tradicionais Força A. Estamos trabalhando e ensaiando exaustivamente para que possamos atingir este grande objetivo. Mais do que isso, queremos levar o nome de Guaporé além fronteiras e somos sabedores da responsabilidade que temos em nossas mãos. Confio em cada um dos dançarinos e agradeço a patronagem pelo apoio que tem nos dado ao longo dos últimos meses”, disse.

Na Força A, segundo Bordignon, são 18 grupos que se apresentarão no tablado do ginásio municipal de Uruguaiana. Destes, 10 passam para o Enart.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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