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Mais amor: Programa Apadrinhamento Afetivo tem inscrições abertas

por Eduardo Cover Godinho

Iniciativa da 2ª Vara Judicial da Comarca de Guaporé, através da Dra. Renata Dumont Peixoto Lima, visa integrar crianças e adolescentes às famílias e comunidade

Projeto pioneiro, desenvolvido pela Dra. Renata, com a parceria do casal Silvio Bedin e Mari Teresinha Maule, é lançado na Comarca de Guaporé
Foto: Divulgação

Milhões de crianças e adolescentes abandonados pelos pais e responsáveis, ou retirados do convívio famliar dos mesmos por inúmeras situações graves, estão esperando por amor, convívio social, atividades lúdicas, recreativas, esportivas, cursos profissionalizantes e chances de conhecerem a felicidade em todo o Brasil. Em Guaporé e região, também.

Nem todos, porém, podem se dar ao luxo de sonhar com uma família de verdade. A adoção do Brasil ainda é um processo lento, e na grande maioria dos casos, os candidatos a pais e mães buscam crianças com menos de um ano, saudáveis e quase sempre com as mesmas características físicas do casal. Por isso, muitas crianças crescem sem essa possibilidade. São aqueles com poucas chances de adoção por serem mais velhos, negros, com alguma deficiência física ou mental, portadores de HIV, entre outros fatores discriminados pela sociedade.

Mas uma nova experiência surge como esperança para estas crianças e jovens, na Comarca de Guaporé. É o lindo projeto “Padrinhos”, desenvolvido pelo Juízo da Vara da Infância e Juventude de Guaporé, com respaldo da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça do Estado, foi apresentado ao casal Professor Doutor Silvio Bedin e Mestre Dra. Mari Teresinha Maule, os quais contataram a magistrada, colocando-se à disposição para colaborar com o projeto. Referido programa não traz toda a burocracia e responsabilidade da adoção, mas conta principalmente com o amor, a solidariedade, a fraternidade de pessoas que queiram fazer mais por quem precisa.

“As crianças e adolescentes precisam da nossa atenção especial, do carinho e principalmente nossa entrega nos cuidados com elas. Buscamos padrinhos/madrinhas compromissados em estabelecer uma relação de afeto, respeito, acompanhando, assistindo, orientando e apoiando. Sem sombra de dúvidas que isso possibilitará que às crianças e adolescentes tenham ampliadas as oportunidades de convivência familiar e comunitária”, destacou a Juíza Dra. Renata Dumont Peixoto Lima.

Há três tipos de apadrinhamento possíveis, entre eles o afetivo, com visitas regulares à criança ou adolescentes, passeios de finais de semana e feriados, férias escolares, convivência familiar e social. Também é possível ser um padrinho provedor patrocinando cursos profissionalizantes, tratamentos de saúde, reforço escolar, prática esportiva e até mesmo uma contribuição em dinheiro para o futuro desse jovem. Já o padrinho prestador de serviços contempla professores de artes, música, educação física, psicólogos, médicos ou qualquer profissional liberal que possa contribuir com suas habilidades.

O único requisito insubstituível para o apadrinhamento é o amor. Fornecer ao afilhado uma chance de livrar-se da revolta, violência, sensação de abandono, agressividade e outros problemas que rondam aqueles que são privados de carinho, atenção, respeito e oportunidades por passarem toda a infância e juventude em instituições.

“Não podemos ser ingênuos no sentido de achar que essa é uma realidade afastada dos nossos lares. As crianças e adolescentes estão ai. As famílias em vulnerabilidade social e que praticam negligência e maus tratos formam os cidadãos do futuro, infelizmente. Então o Juizado da Infância e da Juventude atua quando a situação está bastante grave, quando existe um processo judicial instaurado. Nesse sentido buscamos fazer um trabalho de resgatar valores”, salientou a Dra. Renata.

Ser padrinho é contribuir para a construção de um mundo melhor.

“O projeto ‘Padrinhos’ visa minimizar os efeitos colaterais. É bom deixar claro que o acolhimento institucional e o abrigamento de uma criança é excepcional. É quando a rede de proteção, composta por assistente social, psicólogo, juiz, Ministério Público, Conselho Tutelar, familiares não conseguem mais cessar uma situação de risco. É tamanha a gravidade da situação fatídica que estas crianças e adolescentes estão que precisamos tirar elas daquela realidade. Não é a regra o acolhimento institucional, é a exceção. Se a criança chegou ali é porque o abrigo é menos pior do que a realidade que ela enfrentava. Então viemos de uma situação traumática extremamente grave, delicada e precisamos contar com a ajuda da comunidade”, afirmou a juíza.

As pessoas que buscam participar do projeto “Padrinhos” devem preencher um formulário na Vara da Infância e Juventude da Comarca de Guaporé, localizada no Fórum de Justiça – 1ª Andar, apresentando fotocópias dos documentos pessoais e comprovante de residência. Posteriormente haverá um estudo psicossocial com os requerentes e todo o processo burocrático junto ao Poder Judiciário.

 

Na próxima edição vamos conhecer o casal, Professor Doutor Silvio Bedin e Mestre Dra. Mari Teresinha Maule, que fazem parte do projeto piloto “Padrinho”, tendo optado pela modalidade através do programa “Apadrinhamento Afetivo”. Os cuidados, o respeito e o carinho desprendido por eles às crianças e adolescentes que passam por necessidades sociais e principalmente afetivas.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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