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Guaporense colabora com atingidos por furacão Dorian nas Bahamas

por André Fabio Bresolin

Augusto Lourensini, piloto de avião na Flórida/Estados Unidos, está colaborando há cerca de um mês com os desabrigados

“Quando falam nas ‘Bahamas’ todos pensam no lugar paradisíaco, de praias maravilhosas. Porém, ninguém mostra a verdadeira realidade por trás dos portões dos condomínios de luxo. Levarei para a vida inteira os sorrisos e agradecimentos daquele povo humilde e cheio de esperança. Peço a Deus que abençoe as pessoas e que dê forças para que possam continuar lutando por uma vida melhor”. Emocionado, Augusto Lourensini, piloto de avião na Flórida/Estados Unidos, é um dos milhares de voluntários que deixaram seus compromissos particulares, o carinho da família e a convivência com os amigos para buscar diminuir as desigualdades no mundo. O guaporense, de 25 anos, está colaborando há cerca de um mês com os desabrigados do furacão Dorian.

Causando danos catastróficos, o Dorian, de intensidade 5 – classificação mais alta na escala de furacões de Saffir-Simpson, atingiu o noroeste das Bahamas e destruiu praticamente tudo. Pouco sobrou. 58 pessoas morreram, conforme o Governo. Há centenas de desaparecidos e um rastro de devastação na ilha. Se antes o arquipélago era cheio de construções elegantes e água azul, agora o que sobraram são destroços. É, em um ponto da ilha que Lourensini consegue, juntamente com amigos, pousar o avião e levar a esperança para a comunidade.

“Não tem sensação melhor do que poder ajudar as pessoas que realmente necessitam. Um estado de bênção. Apenas agradeço a oportunidade. Na primeira vez que voei, jamais imaginei que estaria passando por isso. Chegando em Freeport/Bahamas, durante o voo, conseguia ver corpos no mar. Parecia uma zona de guerra. Tudo estava destruído em um raio de 50 Km. Pessoas sobrevivendo no meio do nada. Por um minuto pensei: Meu Deus, isso é real? Que tristeza”, destacou.

Lourensini salienta que, ao pousar o avião e abrir a porta, percebeu que a realidade que estaria enfrentando era bem diferente da vivida na “Capital da Hospitalidade” e na Flórida, seu atual endereço.

“Tudo estava destruído. Muito triste ver as crianças chorando e as mães desesperadas em busca de alimentos. Todos implorando para receber o pouco de suprimento que havíamos conseguido levar no avião. Eles nos abraçavam, choravam e agradeciam. Percebíamos que eles tinham um olhar de esperança com a chegada da ajuda”.

O guaporense, que transportou alimentos não perecíveis, roupas, sapatos, remédios, materiais de primeiros socorros, geradores de energia, destacou que foi difícil segurar as lágrimas.

“Segurando as lágrimas, cumprimos a missão. Infelizmente não podemos ajudar todos. Há muitas pessoas sem comida, água, energia, óleo e gasolina”.

Lourensini complementou:

“Tentei manter o maior controle possível nas entregas aos desabrigados nas Bahamas, mas confesso que a primeira coisa que fiz quando entrei no avião para voltar à Flórida foi chorar. Segurei o dia inteiro aquelas lágrimas. Só pensava: reclamamos por nada, com coisa tão pequenas e insignificantes. Esse povo, absolutamente sem nada, implorando pelas coisas básicas e ainda com um sorriso no rosto em agradecimento pelo pouco que fizemos. Não há nada na vida mais lindo que a felicidade espontânea e verdadeira destas pessoas”, afirmou.

Novas missões humanitárias para auxiliar nos desabrigados do furacão Dorian nas Bahamas devem ser realizadas nos próximos dias.

Central de Conteúdo/Rádio Aurora 107.1 FM
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