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Guaporense Ivete Buffon traz notícias de Dombe

por André Fabio Bresolin

Voluntária auxilia grupo que atua na reconstrução de missão após passagem de ciclone

Mais uma guaporense sentiu o chamado e decidiu partir para a África como voluntária, ajudando a reconstruir a Missão de Dombe, em Moçambique, região devastada pelo ciclone Idai. O ciclone Idai tocou o solo de Moçambique em 14 de março, e deixou rastro de destruição por três países por onde passou. Os ventos ultrapassaram 140 km/h, destruíram casas e causaram alagamentos, com rastros de morte e devastação.

Ivete, assim como Ildo Foppa, esposa Iraci e outros voluntários de Guaporé e Região, afirma que a experiência de ajudar traz para o voluntário o maior pagamento que alguém pode receber: a alegria de levar esperança e receber amor.
“Aos poucos o que foi devastado pelo ciclone Idai está sendo recuperado. Na Missão de Dombe, praticamente tudo está funcionando. No entanto, quem perdeu as casas ainda mora em barracas improvisadas, numa área cedida por outros moradores e sem poder voltar para onde moravam, pois além da destruição das moradias, há uma camada de lama que ainda impede a retomada do plantio ou a reconstrução”, explica Ivete.

A guaporense auxilia crianças, no Centro Infantil de Chitaitai, e aos poucos, vai ensinando, mas também aprendendo muito. “As crianças do Centro Infantil Chitaitai aumentam a cada dia, pois buscam aí uma forma de se alimentar também. Estou, junto aos demais voluntários, fazendo entregas de alimentos e cobertores, nas comunidades atingidas num trabalho conjunto com uma ONG de Portugal e outras que fazem as doações. Também estou na creche diariamente, ajudando as educadoras, dando aulas de exercícios físicos, ensinando cantigas, novas brincadeiras e acompanhando nível de aprendizado. Não tenho capacitação profissional para isso, mas aqui toda a ajuda é bem-vinda. Compartilho com as crianças o aprendizado que recebi ao longo da vida. A coordenadora dessa creche é a Iraci, esposa do Ildo Foppa, que há anos atua aqui”, explica.

Outro trabalho que Ivete vem executando é junto a pessoas que estão em recuperação contra a dependência química. “Estou apoiando o Centro de Recuperação para dependentes químicos, sendo com presença em almoços, jantares, eventos, conversas, orações. Estou dando aulas de yoga a eles, com o que aprendi com meus mestres em seis anos de prática, e percebo que isso faz a diferença. Me sinto realizada em compartilhar meus conhecimentos e perceber que o pouco que posso oferecer, é muito bem-vindo por todos aqui. Isso enche meu coração de alegria e me faz sentir especial”, conta.

Ivete também foi uma porta voz da solidariedade. “Muitos guaporenses doaram sementes, logo após a passagem do ciclone. Com alegria comunico a vocês que estamos colhendo os frutos reais dessas doações. As primeiras hortaliças estão sendo colhidas. Alimento, saúde e esperança para essa população tão sofrida, mas ao mesmo tempo tão acolhedora e esperançosa. Visitando as comunidades se vê muita, muita miséria e necessidades básicas, como água, são escassas. Fica uma frustração de não conseguir fazer mais e de saber que, apesar de muitos estarem aqui ajudando e enviando ajuda, está muito longe de ser o suficiente. Acredito que se cada um de nós pudesse viver um pouco dessa realidade, o mundo seria mais solidário, haveria mais empatia, e as riquezas seriam melhor divididas”, finaliza.
Ivete segue em Missão na África, ajudando a construir um mundo melhor.

Central de Conteúdo/Rádio Aurora 107.1 FM
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