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Poder Judiciário e Ecopaz apresentam o projeto Circu(Lar)

por Eduardo Cover Godinho

Atividade, no Salão do Júri do Foro de Guaporé, contou com a participação de diversas mulheres. Em 2018, serão realizados 12 encontros

Dra. Renata durante explanação para as presentes no lançamento do projeto
Foto: Eduardo Cover Godinho

O Poder Judiciário da Comarca de Guaporé, através dos trabalhos da juíza Dra. Renata Dumont Peixoto Lima, juntamente com as facilitadoras da Organização Ecopaz, lançaram na tarde do dia 29 de janeiro, no Salão do Júri, o Projeto Circu(Lar). O projeto visa promover a escuta, o acolhimento e o fortalecimento das mulheres que foram vítimas de violência de gênero, amparadas por medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06).

No encontro inaugural, com grande participação, a magistrada, titular da 2ª Vara Judicial de Guaporé e Diretora do Foro, Dra. Renata, efetuou uma breve explanação sobre a Lei Maria da Penha, esclarecendo os direitos, as políticas de atendimento, bem como sobre o fluxo procedimental das medidas protetivas. A mulher que simboliza a luta pela mudança na legislação brasileira em favor do sexo feminino, segundo a juíza, sofreu violência do marido Marco Antônio Heredia Viveros durante 23 anos. Ele por duas vezes, uma com arma de fogo e a outra por eletrocussão e afogamento, tentou assassiná-la.

No decorrer da atividade, as facilitadoras da ONG Ecopaz, presidente Jéssica Parisotto, vice-presidente Glória Maria Alessi Marchetto, Coordenadora de Projetos Silvana Ribeiro, e as integrantes Franciele Talian, Mari Teresinha Maule, Isadora Barbosa e Liane Ribeiro, desenvolveram o primeiro círculo de cuidados, no qual foi propiciado às mulheres um espaço de acolhida, de sensibilização, de cuidado e de afirmação da autoestima.

Ao longo de 2018, conforme determina o projeto Circu(Lar) – parceria entre o Poder Judiciário da Comarca e a Ecopaz - serão realizados 12 círculos com temáticas diversas, por meio de um encontro mensal, para construir um mosaico dos cuidados, sempre estimulando que as mulheres presentes tenham um tempo-espaço para cuidar de si, a fim de que esse fortalecimento reverbere nas famílias envolvidas em situações de violência doméstica.

“Como construir espaços de cuidado? "Espaços", uma ótima palavra para refletir sobre o cuidado. Cuidar pressupõe "espaços". Espaço-tempo, espaço-escuta, espaço-olhar, espaço-chorar, espaço-falar, espaço-ser, espaço-fazer, espaço-sonhar, espaço-errar, espaço-recomeçar e tantos outros "espaços", que criam um mosaico. Sinto que o cuidado é um mosaico, mosaico-cuidado. O mosaico feito de afetos se constrói no movimento. Os espaços de cuidado se formam nos movimentos cotidianos na vida”, destacou Silvana Ribeiro.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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