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Família Treviso investe na secagem e armazenagem de grãos a ar para reduzir custos na propriedade rural em Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Dois silos, com capacidade total de uma tonelada, estão sendo construídos na Linha Oitava/São Carlos

Reduzir os custos pós-colheita ou podê-la realizá-la no melhor momento, controlar a umidade e a temperatura para garantir a qualidade dos grãos, bem como ter maior autonomia. Estes são alguns dos benefícios para os agricultores familiares que investem na secagem e armazenagem de grãos na alimentação animal nas propriedades rurais. Silos de secagem com ar natural, com capacidades que variam de 300 a 2.000 sacas – desde pequenas unidades e até estruturas mais complexas, estão sendo construídos a baixo custo. O projeto é elaborado pela Emater/RS-Ascar.

Construídos em alvenaria, com estruturas internas de madeira, telas galvanizadas sobre piso de concretos nas partes inferiores, dois silos secadores estão sendo edificados na propriedade da família Treviso, localizada na Linha Oitava/São Carlos. É em uma área nas proximidades da Capela e do Salão Comunitário que Itamar, de 41 anos, constrói as estruturas que, conforme destaca, reduzirão o custo de transporte e taxas de armazenagem das sacas de milho, soja, trigo e outros cereais, entre 10% e 20%. A produção não é comercializada, mas utilizada, em forma de ração, para alimentar as vacas de leite e os demais animais.

“Antes colhíamos os grãos e levávamos para os silos de uma cooperativa. Havia o custo do deslocamento (transporte) e há uma cobrança de uma taxa anual para a secagem e armazenagem. Começamos a colocar no papel todas as despesas, que parecem poucas, e percebemos que havia a possibilidade de reduzirmos os custos da propriedade e termos maior ganho no litro do leite. Foi uma aposta que fizemos depois de muito contato com a equipe da Emater, que é muito parceira e nos deu todo o suporte”, disse Itamar Treviso.

O objetivo dos silos de secagem e armazenagem que estão sendo construídos na propriedade da Família Treviso, um com capacidade para 700 sacas e outro para 300 sacas, é provocar uma impulsão de ar através de um ventilador motorizado, possibilitando a secagem dos grãos, sem nenhum tipo de queima. Conforme o agricultor, que vive com a esposa Catiane Savaris Treviso e os filhos João Vitor e Sofia, juntamente com os pais Valdir Treviso e Anadir Treviso, o investimento para a edificação das estruturas é viável.

“É investimento, não é custo. As estruturas proporcionam, além da redução das despesas, uma qualidade diferenciada nos grãos para a alimentação animal. Temos os grãos secos a ar com altíssimo valor nutritivo superior aos secos à base de fogo. Se quisesse vender os grãos armazenados aqui, ganharia uns R$ 10,00 a saca, mas não é esse o nosso propósito. Nós buscamos autonomia para a produção da ração para as vacas e, no futuro vejo a possibilidade de criar terneiros para a engorda, porém, para isso preciso ter alimento. Com os silos em ‘casa’ tenho a noção de quantos quilos tenho armazenado para alimentar os animais”, destacou Itamar que produz cerca de 500 sacas/ano na propriedade, além do plantio do milho para a silagem.

“Defendo a minha classe, os agricultores. Passamos por épocas ruins, sem valorização e muitos jovens acabaram abandonando o interior. Nós dependemos da produção para viver e quem está nas cidades depende do nosso trabalho para ter o que colocar na mesa. É um ciclo que não pode parar”, salientou.

A propriedade da família Treviso tem pouco mais de 28 hectares e a produção é diversificada. Além das vacas leiteiras, os agricultores plantam milho, trigo, soja, entre outras culturas.

Incentivo

O Escritório da Emater/RS-Ascar, de Guaporé, tem estimulado os produtores rurais para que invistam na construção de pequenos silos de secagem e armazenagem de grãos a ar para a alimentação animal.

“A família Treviso, após longos anos de estudos e conversações com a equipe da Emater, teve a coragem de investir a médio e longo prazo. Estão agregando valor na propriedade. Com os grãos secados e armazenados, eles poderão transformar o milho de altíssima qualidade nutritiva em ração para a bovinocultura de leite. Nós estamos à disposição de todos para apoiar e louvamos a capacidade dos agricultores de fazer a sua parte. Vocês são extremamente importantes para o país”, afirmaram o engenheiro agrônomo da Emater Antônio César Perin e o extensionista Tiago Oliveira Figueiredo.

Conforme a Emater/RS-ASCAR, o município de Guaporé conta com 31 famílias que possuem estruturas de secagem e armazenagem de grãos a ar.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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