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Agricultores investem no armazenamento de água em Guaporé

por André Fabio Bresolin

Cisternas são uma das maneiras mais eficazes para o reaproveitamento da água e a diminuição de gastos

Reservatório coberto, com capacidade de 120 mil litros, serve para captar, armazenar e conservar a água da chuva
Foto: Divulgação

A baixa quantidade de chuvas, somada às temperaturas elevadas na estação mais quente do ano no Rio Grande do Sul, provocaram prejuízos nas lavouras de milho, soja e nos parreirais de uva, e perdas financeiras, que ainda estão sendo contabilizadas, para os produtores rurais. Apesar da situação que levou dezenas de municípios a decretar “Situação de Emergência” junto à Defesa Civil Estadual, não chegou a faltar água, por longos períodos, para a subsistência humana e para as atividades básicas das propriedades. Em Guaporé, os profissionais do Escritório da Emater/ASCAR-RS estão realizando há tempos trabalhos de conscientização dos agricultores para que pensem no presente e, principalmente no futuro, investindo em sistemas para armazenamento de água, seja para a subsistência da família ou para as mais variadas atividades agropecuárias.

Cisternas, conforme o engenheiro agrônomo Antônio César Perin e o extensionista rural agropecuário, Tiago Oliveira Figueredo, estão sendo instaladas. Elas são uma das maneiras mais eficazes para o reaproveitamento da água e a diminuição de gastos em uma propriedade. O reservatório coberto, como o construído na propriedade da família de Maurício Bettanin, na Linha Oitava/São Carlos, em Guaporé, serve para captar, armazenar e conservar a água da chuva. A capacidade é de 120 mil litros.

“O armazenamento de água é extremamente importante para os períodos de escassez, diminuição dos riscos e prejuízos das atividades agropecuárias na propriedade, reduzir os custos de abastecimento em épocas de estiagem e, principalmente, um aproveitamento melhor deste recurso natural. A cisterna permite que o produtor rural tenha uma reserva hídrica para utilizar nos momentos de necessidade, sejam eles para a irrigação dos cultivos, dessedentação animal, limpeza e higiene de instalações animais, entre outros”, destacam Figueredo e Perin.

Conforme Bettanin, a estrutura da cisterna, construída por uma empresa guaporense, é composta por cobertura de tubos de aço galvanizado e geomembrana de PEAD. Com fechamento total, a armazenagem de água captada da chuva é segura, não permite a criação de limo e evita a entrada de animais. O reservatório hídrico foi fundamental nos meses de dezembro de 2019 e em parte de janeiro, quando houve escassez de chuvas acompanhada de um forte calor.

“Importância de manter o sistema produtivo operando. Junto com meus familiares, produzimos morangos no sistema semi-hidropônico. São de três a quatro irrigações ao dia e não há como deixar passar. Neste período, de escassez de chuvas, a cisterna foi fundamental e não tivemos prejuízos na produção”, afirmou.

Para a construção da cisterna, destacou Figueredo e Perin, o jovem produtor rural contou com investimento Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com apoio do Programa Jovem Empreendedor Rural, da Administração Municipal, através da secretaria da Agricultura, de Guaporé. A expectativa é que outros produtores invistam no armazenamento com o uso de cisternas para captação da água da chuva. Até o momento, conforme dados da Emater/Ascar-RS, três propriedades possuem cisternas.

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