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Aumenta área plantada da cultura do trigo em Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Produtores estão colhendo em média 55 sacos por hectare (ha), destaca a Emater/ASCAR-RS. Há produtores colhendo até 70 sacos por ha

O setor primário vive momentos de plenitude no plantio e colheita de grãos. Soja, milho e trigo são os carros-chefes. Com as condições climáticas favoráveis e os tratamentos e os cuidados com o solo adequados, a produtividade média das lavouras na safra 2021 cresceu significativamente. O preço da saca, o câmbio favorável às exportações, maior demanda internacional e a facilidade da colocação dos produtos no mercado, em especial a grande procura das empresas e cooperativas, animaram os agricultores de Guaporé e municípios da região.

Uma das culturas que cresceu em área plantada foi a do trigo. Guaporé conta com mais de 1,3 mil hectares (Ha), sendo que deste total, mais de 500 é de cevada. A Emater/ASCAR-RS, através do engenheiro agrônomo Antônio César Perin e o técnico agrícola Tiago Olivera Figueredo, avalia como positivo o avanço da cultura na safra de inverno.

“Há ganhos diretos e indiretos. Nossos produtores apostaram no trigo na safra de inverno e o resultado é extremamente positivo. Muitos estavam preocupados com o potencial de produção, mas, ao longo da colheita, se surpreenderam pela qualidade e quantidade de trigo por hectare. Os tratamentos adequados, boa fertilidade, variedades adequadas definem a produtividade futura. Acreditamos que os agricultores estão cada vez mais conscientes do cuidado que devem ter com o solo”, disseram.

A rentabilidade na triticultura chega a 70 sacos por ha em algumas propriedades. Em média, os produtores estão colhendo 55 sacos/ha. Na região, a média é de 60 sacos/ha. Em Fagundes Varela a produção está em 65 sacos/ha e em Serafina Corrêa a média é de 60 sacos/ha. A valorização do preço, conforme Perin e Figueredo, é maior que o aumento do custo de produção, sobrando um valor muito bom por ha.

“O déficit hídrico e as geadas preocuparam os produtores durante a safra, mas depois a temperatura normalizou-se e as chuvas vieram no momento certo. Os agricultores ficaram animados, pois, ao longo dos últimos meses, o preço do trigo disparou. A saca chega a custar quase R$ 85,00, o mesmo valor pago ao milho. A qualidade dos grãos, somado ao aumento no consumo de produtos à base de trigo, colabora para a rápida colocação no mercado. Se tem algo que o produtor não precisa se preocupar, é com a venda”.

Após a colheita dos mais de 1,3 mil ha, o produtor inicia mais um período de plantio de grãos na safra 2021/2022. Mais uma vez a soja deve ter a maior área, seguida do milho. O preço pago pela saca da oleaginosa, mesmo com crescimento no valor dos insumos para produção, é compensador.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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