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Família Marcolin cultiva 19 variedades de uva em pouco mais de três hectares em Guaporé

por Eduardo Cover Godinho

Grande parte da produção, conforme Albino e Leonir (pai e filho), é destinada às vinícolas

Foto: Divulgação

Destacado pelo cultivo de cereais, em especial a soja e o milho, o município de Guaporé possui uma economia diversificada no meio rural. Apesar das duas culturas serem os carros chefes em termos de produção, os cerca de dois mil agricultores, de aproximadamente 700 famílias que permanecem no campo, estão investindo cada vez mais no plantio de uva, laranja, noz pecã, erva mate, hortifrutigranjeiros, na cadeia produtiva do leite, na terminação de suínos, criação de frangos, na comercialização de produtos agroindustriais, entre outros. Veem também o Turismo Rural como mais uma forma de fazer girar a roda e agregar valor nas propriedades.

Na Linha Segunda, em especial nas comunidades São Pedro, Maternidade 40 e 28, diversas famílias destacam-se pelos parreirais. Plantados em terrenos irregulares e, por vezes de difícil acesso, os parreirais necessitam de cuidados especiais que envolvem pouca ou quase nenhuma mecanização. Com as mãos calejadas das tesouras que a família Marcolin, com destaque para Albino, 82 anos, Leonir, 50 anos, e Rafael, 17 anos, se sustenta há mais de oito décadas.

“Me mantenho na ativa para me distrair, manter o corpo em movimento. Fico feliz que minha família tenha ficado no campo, pois aqui além de trabalharem com o que gostam, também podem atingir uma situação financeira melhor. Na nossa terra plantamos uva, milho e eucaliptos, mas o nosso forte é a uva”, destacou Albino.

Na propriedade da família Marcolin, apenas 3,3 hectares possuem parreiras. São 19 variedades de uva e, grande parte da produção, é destinada para as vinícolas da Serra Gaúcha. A quantidade comercializada varia a cada safra. A média gira em torno de 80 toneladas por ano. Leonir, filho de Albino, afirmou que a sucessão rural é uma vocação.

“Permanecer no campo foi uma escolha que eu tive. Desde pequeno sempre gostei de trabalhar com os parreirais. É um trabalho que vem desde o meu avô e estamos dando continuidade”.

Trabalho que vem sendo exercido pelo filho de Leonir. Há dois anos, Rafael tem ‘batido tesoura’ nas parreiras. Ele ressaltou que a escolha foi própria de continuar no campo para ajudar a família.

“Ficar no campo para mim foi uma escolha, pensando no futuro. Ser um jovem empreendedor na agricultura pode render muitos frutos no amanhã. Tem muitas pessoas deixando o meio rural, então aqueles que preferem ficar, podem ter grandes oportunidades mais para frente”.

Oportunidades que estão surgindo com os incentivos proporcionados com bons projetos e ações dos Governos Federal, Estadual e Municipal, bem como de instituições como a Emater/ASCAR-RS. A permanência no campo, para a produção de cada alimento que vai na mesa dos brasileiros, tem sido cada vez mais estimulada.

“É o papel do Poder Público, estar cada vez mais próximo dos agricultores. Além da melhoria nas estradas, estamos empenhados com o serviço de horas-máquina que é um convênio que a prefeitura tem com o trabalho de abertura de áreas para parreirais, também com o projeto Jovem Empreendedor Rural, acompanhamento dos animais com nossos veterinários, é uma série de ações em prol dos agricultores”, disse o secretário municipal da Agricultura, Edelvan Balbinotti.

Morador da mesma comunidade dos Marcolin, o secretário destacou a importância da sucessão familiar

“É importante frisarmos que o Rafael é a quarta geração da família que está na lida da uva e o Sr. Albino, além do Leonir, tem outros dois filhos que também tem parreiras aqui na comunidade e que também têm filhos que ainda trabalham na produção. Acho que como muitas famílias estão fazendo essa sucessão. Os filhos e netos estão dando seguimento ao trabalho de produção. Esta é uma marca de comunidade, do nosso município. Estamos nos destacando pela sucessão, pela quantidade de jovens que estão escolhendo ficar na agricultura”.

Conforme dados da Secretaria Municipal de Agricultura e do Escritório da Emater/ASCAR-RS, a área plantada de videiras é de aproximadamente 260 hectares. A produção anual gira em torno de cinco milhões de quilos.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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