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Em meio à estiagem, plantação de milho se destaca na propriedade da família Pelizza

por Eduardo Cover Godinho

São 10 hectares de área na Linha Segunda (Comunidade São Pedro) que produzirão cerca de 55 toneladas para silagem

Foto: Divulgação

A estiagem que assolou milhares de lavouras no Rio Grande do Sul, prejudicando a safra 2021/2022 das culturas do milho (grãos e silagem), uva, soja, erva mate, entre outras, e proporcionando momentos de aflição a muitos agricultores com a falta de água para o consumo humano, não conseguiu se estabelecer em 10 hectares de uma propriedade na zona rural de Guaporé. Na Linha Segunda (Comunidade São Pedro), a família Pelizza comemora a produção de milho para silagem. A área tem resistido à escassez de recursos hídricos (chuvas) verificada ao longo dos meses de outubro de 2021 e até a metade de janeiro deste ano.

As plantas estão altas, com caules fortes, folhas grandes, com espigões (espécie de flor) visíveis e espigas. A variedade de milho é da Bravant 2b688. A situação só está desta forma, afirmou Evandro Pelizza, graças ao diálogo e as informações técnicas observadas e compartilhadas com os profissionais que atuam no Escritório da Emater/RS-Ascar de Guaporé e com outros profissionais das revendas.

“Mesmo com a seca a lavoura está perfeita. Fizemos o que a Emater sempre fala sobre cobertura e adubação orgânica. Temos que valorizar o trabalho da Emater. Seguimos as orientações e resultado virá, graças a Deus”, disse.

Conforme Perin, o produtor investiu no solo e isso foi fundamental para que não houvesse perdas significativas na produtividade da safra de milho.

“Solo saudável é fundamental para o bom desenvolvimento das plantas. Se o agricultor efetuar uma adubação orgânica com produtos de qualidade, realizar a cobertura adequada e efetuar uma rotatividade de cultura, com certeza o rendimento aumentará. O Pelizza segue os padrões que recomenda a EMBRAPA”, afirmou.

Perin complementou: “a estiagem provoca efeitos diferentes em cada lavoura, em cada propriedade. Observa-se claramente que em áreas mal conduzidas, os danos são maiores. Agricultores que investem em cobertura e aumento da matéria orgânica no solo tendem a produzir mais. Colocando mais raízes no sistema, há menos danos”.

Além do cultivo de grãos, a família Pelizza possui confinamento de 70 bovinos de corte e 60 matrizes para a produção de bezerros. A diversificação na propriedade rural, que tem 70 hectares, tem sido fundamental para o sustento da família e a continuidade das atividades no setor primário, destacou Perin.

“Nosso produtor rural é consciente e tem investido cada vez mais. As fontes de renda dentro das propriedades não estão, há muito tempo como tempos percebido, voltadas só para a plantação de grãos, por exemplo, ou na criação de animais. Os agricultores estão diversificando e isso tem oportunizado mais benefícios. As operações diárias são mais complexas, porém, é possível obter ganhos econômicos, ao longo de todo o ano e não apenas na safra ou quando comercializará os animais”, destacou o engenheiro agrônomo.

A família Pelizza, que dialoga com as orientações da Emater/RS-Ascar, deve servir de inspiração para todos aqueles que buscam ter segurança no campo. A estiagem é uma certeza diante das mudanças climáticas. Saber utilizar tecnologias e compreender a natureza são fundamentais para diminuir os danos.

Central de Conteúdo Unidade Aurora

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