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Seguir no seu próprio endereço

Neusa Picolli Fante

Se somos guiados pela opinião alheia, é inútil formarmos a nossa própria.

Podemos viver permanentemente no endereço do outro, nas ideias que não são nossas, num lugar/estar ilusório que não nos pertence e sobre o qual não temos controle. Como marionetes, ocupando o que não nos diz respeito, e que não nos é familiar.

Convém, nessa situação, um questionamento: será que cabem duas pessoas em um mesmo espaço? Será que a opinião do outro se junta à minha, soma na minha vida, acrescenta-me algo, ou eu acabo me dissolvendo para mantê-la?

Muitas vezes vivemos assim, presos, por comodismo ou por não distinguirmos que pessoas diferentes pensam e sentem de outra forma ou, ainda, percebem de uma outra maneira. Diria mais: frequentemente não enxergamos a nós mesmos, considerando apenas o outro e suas individualidades, deixando-nos de lado.

Aprender a enxergar através do próprio olhar é uma conquista que necessita de discernimento, compreensão e direção, mas principalmente de buscas pessoais.

Seguir no automático às vezes é prático, fácil e nos acomoda nesse lugar que não nos pertence, não é nosso, mas que ilusoriamente mantemos.

Termos nossas ideias, nosso jeito de ser, de sentir, de vestir, de andar... enfim, responsabilizarmo-nos pelo que gostaríamos de ser, trabalharmos para sê-lo e para descobrir nossa função e papel no mundo: esse discernimento é a sabedoria que alcança uma fração de pessoas. Que sejamos tocados por ele....

Sobre o autor

Neusa Picolli Fante

Psicóloga Clínica e Especialista em Teoria, Pesquisa e Intervenção em Luto. Graduada em Comunicação Social.  Autora do livro Caminho dos Girassóis: Uma abordagem sobre o luto, Dor sem Escuta, Entrelinhas da Vida, Quintais da Minha alma.

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